Sindicato da Alimentação de Alegrete

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Marcos Rosse-Presidente

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

BAILE DA ALIMENTAÇÃO 2012.



 



BAILE DA ALIMENTAÇÃO 2012
Foi realizado no dia 17 de novembro de 2012,  no Clube Juventude de Alegrete  , o grande Baile da Alimentação, com animação do grupo Tranco Alegretense e da Banda Cheiro de Paixão, que contou com a participação de mais de 1400 trabalhadores e convidados .
O Sindicato da Alimentação agradece a participação de todas as pessoas que compareceram, salientando o excelente comportamento de todos, mostrando à sociedade Alegretense que os trabalhadores sabem participar e se divertir com muita alegria e organização .
Na mesma oportunidade foram recolhidos mais de 500 kg de Alimentos que serão doados a famílias carentes e entidades beneficentes. A distribuição será feita em breve.
Mais fotos no Facebook do Sindicato da Alimentação de Alegrete
     Diretoria do Sindicato da Alimentação de Alegrete   










quarta-feira, 14 de novembro de 2012

MAIS PROTEÇÃO AOS TRABALHADORES





Posted: 13 Nov 2012 10:52 AM PST

Por Joceles Moreira - Assessoria jurídica do SINTICAL/CUT  Santa Maria 

Recentemente o Tribunal Superior do Trabalho - TST modificou seu entendimento sobre vários dispositivos legais ao alterar orientações jurisprudenciais e súmulas.

No conjunto essas alterações representam melhores garantias aos trabalhadores e, por consequência, mais obrigações às empresas.

Porém, a existência de normas legais e o convencimento majoritário dos julgadores no sentido de interpretá-las protegendo direitos dos trabalhadores se tornam insuficientes quando os reais interessados renunciam direitos básicos.

Dentre as alterações destaca-se:

ESTABILIDADE À GESTANTE:

A alteração da redação do item III na Súmula nº 244 que passa a reconhecer o direito à estabilidade provisória para gestantes, ainda que estejam em regime de contrato por prazo determinado, como é o contrato de experiência.

ACIDENTE DE TRABALHO:

A Súmula nº 378 teve inserido o item III o qual, de igual forma reconhece o direito à garantia de estabilidade provisória ao empregado que sofreu acidente de trabalho ainda que esse também se encontre em contratação sob as regras de contrato por prazo determinado.

PORTADOR DE DOENÇA GRAVE:

Outro entendimento que foi unificado pelo TST está na nova súmula que veda a despedida de empregado portador do vírus do HIV ou de outra doença grave que suscite estigma ou preconceito: “Presume-se discriminatória a despedida de empregado portador do vírus HIV ou de outra doença grave que suscite estigma ou preconceito. Inválido o ato, o empregado tem direito à reintegração no emprego”.

EMPREGADOS DE FRIGORÍFICOS:

Nova Súmula do TST amplia o entendimento sobre a aplicabilidade do artigo 253 da CLT, que trata do intervalo de 20min de repouso a cada 1h40min de trabalho em ambiente artificialmente frio. A redação desse artigo alcança os empregados que trabalham no interior das câmaras frias e para os que movimentam mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e do ambiente frio para o quente ou normal.


Diz o texto da nova Súmula: "INTERVALO PARA RECUPERAÇÃO TÉRMICA DO EMPREGADO. AMBIENTE ARTIFICIALMENTE FRIO. HORAS EXTRAS. ART. 253 DA CLT. APLICAÇÃO ANALÓGICA".  

"O empregado submetido a trabalho contínuo em ambiente artificialmente frio, nos termos do parágrafo único do art. 253 da CLT, ainda que não labore em câmara frigorífica, tem direito ao intervalo intrajornada previsto no caput do art. 253 da CLT".

PLANO DE SAÚDE:

O TST também firmou entendimento de que é direito do trabalhador permanecer com o plano de saúde ou assistência médica oferecida pela empresa aos empregados em atividade mesmo com o contrato suspenso pela aposentadoria por invalidez de decorrente de acidente de trabalho. 

Posted: 13 Nov 2012 09:57 AM PST

No sítio da CUT/RS
A CUT/RS ESTÁ ENGAJADA EM UMA CAMPANHA PELA VALORIZAÇÃO PERMANENTE DO PISO REGIONAL. O PISO REGIONAL É UM IMPORTANTE INSTRUMENTO DE DESENVOLVIMENTO E DE CORREÇÃO DAS DESIGUALDADES REGIONAIS. CONTUDO, O PISO REGIONAL FOI PERDENDO A REFERÊNCIA HISTÓRICA DE 1,28 SALÁRIOS MÍNIMOS, VALOR ESTABELECIDO NA SUA ORIGEM.
É por isso que a CUT, este ano, defende a criação de uma política de valorização permanente do piso regional, a exemplo do que se fez com o salário mínimo, e está desenvolvendo sua campanha com este eixo.
Nesta quarta, 14/11, a partir das 9h, a CUT/RS, em conjunto com as demais centrais sindicais, estará fazendo ato público de mobilização pela valorização do Piso Regional.A concentração se dará próximo ao Palácio do Comércio e Mercado Público.
Serviço
O que: Ato de lançamento da campanha da Central Única dos Trabalhadores pela valorização permanente do piso regional
Quando: 14 de novembro de 2012
Onde: Próximo ao Palácio do Comércio e Mercado Público


Posted: 13 Nov 2012 09:32 AM PST
Por Michelle Amaral - no Jornal Brasil de Fato
Desânimo, apreensão e angústia. Esses eram os sentimentos que tomavam conta de João* diariamente quando saía de casa para ir ao trabalho. “Cada dia que ia trabalhar era uma tortura, me sentia muito mal quando entrava na empresa”, conta o supervisor de uma central de telemarketing em São Paulo. O que, para ele, parecia apenas uma insatisfação com a função exercida e as pressões do trabalho, acabou se intensificando e, ao procurar ajuda médica, foi diagnosticado como depressão.


O caso de João não é isolado. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão será a segunda causa da incapacidade para o trabalho até 2020. Atualmente, segundo dados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), os transtornos mentais e de comportamento ocupam o terceiro lugar em número de benefícios concedidos. “Os transtornos mentais, como as depressões, têm sido uma das principais causas de afastamento do trabalho no Brasil”, relata Myrian Matsuo, psicóloga e pesquisadora da Coordenação da Saúde no Trabalho da Fundacentro, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Em 2011, a Previdência Social concedeu mais de 15 mil aposentadorias por invalidez a trabalhadores vítimas de adoecimento mental. Já os auxílios-doença concedidos por causa de quadros depressivos chegaram a 82 mil em todo o país. “Fiquei alguns dias afastado, tomei remédios e fiz sessões de terapia, o que amenizou um pouco os sintomas da depressão”, conta João. Segundo ele, um fator determinante para sua melhora foi a mudança nas relações em seu ambiente de trabalho. “Minha chefe não nos via como ser humano e, sim, como número para atingir as metas a qualquer custo. Isso mudou quando ela foi substituída por alguém mais compreensível, mais humano”, descreve.

Péssimas condições de trabalho, jornada de trabalho prolongada, pressão por metas e produtividade, falta de tempo para a realização das tarefas laborais, ausência de pausas para descanso, pouca valorização do trabalhador, participação insatisfatória destes nas decisões das empresas e o medo do desemprego são fatores que contribuem para o aumento da incidência de distúrbios psíquicos entre os trabalhadores, segundo Myrian.



Assujeitamento

A psicóloga explica que os transtornos mentais relacionados ao ambiente de trabalho atingem funcionários de todos os níveis de hierarquia de empresas públicas e privadas.

Isto porque, conforme analisa o pesquisador do Centro de Tecnologia e Informação Renato Archer, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação (CTI-MCTI), Marco Antônio Silveira, a atividade profissional ocupa uma posição central na construção da identidade do indivíduo e o fato de as instituições serem importantes espaços de socialização, sobretudo nas grandes cidades. “Hoje passamos mais tempo nas empresas do que em casa. Portanto, a forma como o trabalho está organizado e, principalmente, a qualidade das relações humanas impactam fortemente os estados mentais e emocionais das pessoas”, pondera.

Outro aspecto que contribui para o adoecimento mental dos trabalhadores é a ideia de que o indivíduo deve doar-se completamente à atividade profissional. “As empresas e boa parte da mídia têm se empenhado para mostrar que cada vez mais há menos interesses conflitantes entre trabalhadores e empresas, o que dificulta o estabelecimento do limite subjetivo do trabalhador”, afirma a médica do trabalho e pesquisadora da Fundacentro, Maria Maeno. Essa condição faz com que as contradições existentes no trabalho sejam sentidas pelos trabalhadores como “uma traição” à empresa, gerando neles a culpa por não conseguirem doar mais de si mesmos e, consequentemente, surge o sofrimento psicológico e emocional. “Os ‘fracassos’ são individualizados e os próprios trabalhadores se culpam por não corresponder às expectativas. A individualização e a culpabilização pela impossibilidade de ‘dar conta’ [do trabalho] são aspectos altamente adoecedores”, descreve a médica do trabalho.

Dessa forma, conforme explica a psicóloga Renata Paparelli, os fatores que levam ao desgaste mental estão relacionados com o grau de assujeitamento ao qual o trabalhador é submetido no processo de trabalho. “Quanto menos controle houver sobre o trabalho, quanto menos possível for adaptá-lo às características de quem o realiza, mais penoso ele será, já que será mais difícil o respeito ao limite subjetivo de cada um”, relativiza.

Mudanças

A psicóloga defende a necessidade de se colocar limites à exploração da força de trabalho, para que se impeça a precariedade no ambiente laboral e seja permitido ao trabalhador transformar a atividade profissional de modo a respeitar o seu limite pessoal. “Essa possibilidade implica, muitas vezes, em diminuição da produtividade. Daí a importância de estimular políticas que coloquem a saúde dos trabalhadores como fator de competitividade entre as empresas, de modo a transformar os contextos de trabalho adoecedores”, defende Renata.

De acordo com Myrian, “o empresariado deve repensar o modelo de gestão nas empresas, que visa apenas a produtividade e o lucro em detrimento da vida dos trabalhadores”. Para isto, Silveira afirma que é preciso que se transcenda a contradição inerente aos modelos econômico e empresarial vigentes que, há séculos, têm levado ao conflito capital- trabalho. “[Deve-se] migrar da visão engessada da ‘mais valia absoluta’, que enxerga o trabalhador como ‘mão de obra’, para a situação da ‘mais valia relativa’, onde a qualidade do trabalho e os conhecimentos do trabalhador são considerados”, defende.

Sintomas do adoecimento mental por trabalho

Fadiga crônica, tristeza, irritabilidade, falta de motivação, insônia, isolamento, dificuldade de concentração, déficit de atenção, ansiedade e a sensação de que o fim de semana não é sufi ciente para descansar.

Caso os sintomas sejam verificados, procure ajuda médica. Uma opção são os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador, equipamentos públicos especializados em atender pessoas com problemas de saúde relacionados ao trabalho.

Posted: 13 Nov 2012 09:13 AM PST

Por Carta Maior 

A maioria da população da América Latina, vilipendiada por décadas de neoliberalismo, hoje está melhor do que ontem, diz estudo do Banco Mundial. A pesquisa apresentada no mês passado pelo setor de Pobreza, Igualdade e Gênero da América Latina e do Caribe, do Banco Mundial, destaca que, dos 17 países para os quais há dados comparáveis, 13 experimentaram um decréscimo na desigualdade. O artigo é de Alfredo Zaiat.

Buenos Aires - O documento do Banco Mundial “A diminuição da desigualdade na América Latina na década de 2000. Os casos da Argentina, do Brasil e do México” oferece uma análise oportuna para compreender o ciclo político aberto na região que setores conservadores combatem com perplexidade, porque têm poder econômico, os grandes meios de comunicação e agora também capacidade de mobilização e vontade de orientar a agenda pública, mas não conseguem debilitá-lo, nem da gestão diária nem na hora da contagem de votos. Não conseguiram até agora porque, em que pese o que afirmam representantes da direita e da esquerda, a maioria da população da América Latina, vilipendiada por décadas de neoliberalismo, hoje está melhor do que ontem. 

A pesquisa que resultou no documento, apresentada no mês passado pelo setor de Pobreza, Igualdade e Gênero da América Latina e do Caribe, do Banco Mundial, destaca que, dos 17 países para os quais há dados comparáveis, 13 experimentaram um decréscimo na desigualdade com referência no coeficiente de Gini, enquanto em outras partes do mundo (como na China, na Índia, nos Estados Unidos e na Europa), houve aumento.


No total dos 17 países estudado da região, o coeficiente de Gini para a renda per capita da renda domiciliar passou de 0,530 em fins de 1990 para 0,497, em 2010 (indicador entre 0 e 1, onde o 0 corresponde à perfeita igualdade – todos têm as mesmas receitas – e onde o valor 1 é a máxima desigualdade). Os autores, Nora Lustig F. López-Calva e Eduardo Ortiz-Juárez observam que a magnitude desse declínio no coeficiente de desigualdade é muito relevante num continente marcado pela desigualdade. Eles mencionam que, em 11 desses 17 países, a diminuição da desigualdade na década de 2000 foi maior do que o aumento da década de 1990. 


O caso da Argentina é o que apresenta mudanças mais perceptíveis, com a diminuição do coeficiente de Gini em 8,2% no período de 1992-2002, e a melhora de 9,0% no intervalo de 2002-2010, percentuais muito acima da média registrada no grupo dos 17 países. Nos anos posteriores a melhora continuou, até chegar a 0,375% no primeiro trimestre deste ano.


O estudo do Banco Mundial indica que os motivos da desigualdade na América Latina estão ligados ao comportamento “das elites predadoras (a expressão aparece aqui: linked to state-capture on the part of predatory elites), das imperfeições do mercado de capitais, à desigualdade de oportunidades (em particular, em termos de acesso à educação de alta qualidade), à segmentação do mercado de trabalho e à discriminação contra as mulheres e os não brancos”.


A região se destacou historicamente em comparação com o resto do mundo por ser o continente com a mais alta e persistente desigualdade de renda. Desde 2000, em coincidência com a irrupção de governos progressistas – em sua mais ampla definição -, a desigualdade começou a cair, segundo o documento do Banco Mundial. Este processo permite compreender a adesão majoritária de setores vilipendiados a governos e a resistência oferecida pelas classes médias e altas influentes a estes.


A explicação dos pesquisadores da diminuição da desigualdade baseia-se em duas razões principais:


1) a diminuição da distância de renda entre trabalhadores qualificados e pouco qualificados e


2) o aumento das transferências de renda do Estado aos pobres.


A redução da distância entre os rendimentos se deveu principalmente à expansão da cobertura na educação básica, que se deu ao longo das últimas duas décadas. A pesquisa menciona também que isso foi o resultado do desaparecimento do efeito da mudança tecnológica dos anos noventa, a qual demandava trabalhadores com habilidades específicas.


A análise particular da Argentina sugere que a expansão do emprego, pela forte recuperação econômica, foi um aspecto importante, além da diminuição da desigualdade na renda dos trabalhadores. No Brasil e no México o mesmo não ocorreu.


As transferências de renda do Estado para os pobres é o segundo efeito equalizador. No México, foi a expansão da cobertura do programa Progresa/Oportunidades, que implica a movimentação de dinheiro em espécie, abarcando algo em torno de 5,8 milhões de famílias, equivalente a 19% do total de famílias, em 2012. No Brasil, o programa Bolsa Família explica a queda da desigualdade de renda, ao ampliar para quase 30% da população brasileira o número de pessoas que recebem benefícios do sistema de seguridade social. De 1998 a 2009, o coeficiente de Gini diminuiu de 0.592 a 0,5537, o que representa uma melhora de 5,4%. Na Argentina o programa de transferência de renda que atuou como potente redutor das desigualdades foi o Plan Jefes e Jefas de Família desempregados, depois da Asignación Universal por Hijo e da ampliação da cobertura previdenciária a pessoas em idade de aposentar-se sem as contribuições correspondentes.


Depois de analisar esses dois fatores equalizadores de renda que intervieram na primeira década do novo século na América Latina, os pesquisadores avisam que “o impulso redistributivo pode ser difícil de sustentar”. Embora o nível de formação tenha se tornado significativamente mais equitativo, o mesmo não se pode dizer da distribuição da qualidade da educação. “A experiência dos Estados Unidos deveria servir para a América Latina como uma advertência”, disseram, ao explicar que nesse país a desigualdade de renda aumentou significativamente desde a década de 1980, por conta da divergência entre a cobertura do sistema educacional e a sua qualidade, como credencial para a entrada no mundo do trabalho. A baixa qualidade da educação no nível secundário resultou em que muitos graduados no ensino médio não estavam “prontos para entrar na universidade”, estando-se a melhora das suas qualidades de trabalho. o que não se detalha nessa pesquisa é que o ingresso nas universidades estadunidenses é restritivo, por conta do alto custo, assim como em várias universidades da América do Norte. Não é o que se passa na universidade pública na Argentina.


Para sustentar a igualdade ao longo do tempo requer-se um esforço permanente de redistribuição, por meio do investimento público progressivo e da tributação dos altos rendimentos. A experiência indica que a política fiscal progressiva é consistente com a prosperidade. Os governos latino-americanos que conseguiram romper com a histórica tendência de aumento da desigualdade na década de 2000 têm, então, o desafio de manter esse processo de avanço das condições materiais dos pobres, com gasto público e impostos progressivos e com uma melhora na qualidade dos serviços públicos, como a educação, chave para continuar o trânsito rumo a sociedades mais equitativas.


N deT: entenda o coeficiente de Gini, segundo o IPEA:


Mede o grau de desigualdade na distribuição da renda domiciliar per capita entre os indivíduos. O valor pode variar de zero, quando não há desigualdade (as rendas de todos os indivíduos têm o mesmo valor), até 1, quando a desigualdade é máxima (apenas um indivíduo detém toda a renda da sociedade e a renda de todos os outros indivíduos é nula). A divulgação é feita a partir do momento em que o IBGE publica os microdados de uma nova Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).


Tradução: Katarina Peixoto

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Frigorífico é condenado a pagar R$ 3 milhões



  
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A Justiça do Trabalho condenou o frigorífico JBS S/A a pagar indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 3 milhões. A empresa também será obrigada a implementar pausas de 20 minutos após cada período de uma 1hora e 40 minutos de trabalho contínuo em ambientes artificialmente frios, com temperaturas abaixo de 15º C, conforme determina a legislação.
 
Este repouso deverá ser integrado à jornada de trabalho, sob pena de pagamento de multa fixada em R$ 800 mil cada vez em que for verificado o descumprimento da ordem judicial.
 
A medida é fruto de ação civil pública da Procuradoria do Trabalho no Município de Ji-Paraná (RO). O protocolo da ação na Vara do Trabalho de Vilhena foi feito pelos procuradores do Trabalho Juliano Alexandre Ferreira e Heiler Ivens de Souza Natali, que é responsável pelo projeto para Frigoríficos e tem o acompanhamento da procuradora do Trabalho Carolina Marzola Hirata. 
 
Relógio de ponto – O juiz da Vara do Trabalho de Vilhena, André Sousa Pereira, determinou afixação de escala de intervalos e instalação dos relógios de ponto em cada setor que submeta os empregados ao frio (inferior a 15º C). Se houver descumprimento, a multa também será de R$ 800 mil, que deve ser revertida para um fim social, em benefício da comunidade vilhenense, assim como a indenização por danos morais. 
 
Diligências – A JBS S/A foi acionada judicialmente após diligências de procuradores do trabalho durante força-tarefa realizada pela Coordenadoria Nacional de Combate às Irregularidades no Meio Ambiente do Trabalho, por meio do Programa Nacional de Atuação Coordenada no Combate às Irregularidades Trabalhistas nas Indústrias de Abate e Processamento de Carnes. 
 
Nas diligências, verificou-se que cerca de 480 empregados da JBS trabalhavam em ambientes artificialmente frios, com temperaturas inferiores a dez graus centígrados. Ou seja, 5 graus abaixo do limite estabelecido em lei, conforme previsto no artigo 253 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e atestado por laudo pericial.  
Fonte: Ministério Público do Trabalho em Rondônia
Data da noticia: 13/11/201

quinta-feira, 8 de novembro de 2012


Por nove votos a zero, STJD mantém resultado de Inter x Palmeiras

Auditores negam pedido de impugnação da vitória colorada por 2 a 1 em julgamento de duas horas. Verdão continua sob sério risco de rebaixamento

Por Fred HuberRio de Janeiro
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Depois de uma sessão cansativa e que durou mais de duas horas, o STJD decidiu manter a vitória do Internacional por 2 a 1 sobre o Palmeiras, dia 27 de outubro, pelo Campeonato Brasileiro. O Verdão entrou com pedido de impugnação da partida com a alegação de que um gol de mão de Barcos teria sido anulado com ajuda de recursos externos – algo proibido pela Fifa (assista ao vídeo). Por nove votos a zero, os auditores e o presidente Flávio Zveiter negaram o pedido dos palmeirenses.

A decisão tomada nesta quinta-feira não é passível de recurso, e por isso o clube paulista terá de acatar a definição dos tribunais. Dessa forma, a CBF vai retirar o asterisco que consta na tabela do Brasileirão. O Inter continua com 51 pontos, na sexta posição, enquanto o Palmeiras fica com 33, a sete de sair da zona de rebaixamento, faltando quatro rodadas para o término da disputa por pontos corridos. 
Apesar de todos os esforços do Palmeiras, os auditores do STJD consideraram que não houve provas suficientes que mostrassem a interferência do delegado Gerson Baluta na anulação do gol. O clube paulista se baseava no depoimento de uma repórter, que teria sido interpelada por Baluta para falar se o gol tinha ou não sido irregular. Além disso, o Tribunal rejeitou todo o material reunido pelos advogados alviverdes - recortes de jornais e um vídeo com leitura labial do árbitro após o lance - alegando que tais provas foram apresentadas apenas nesta quinta-feira, o que poderia significar uma vantagem ao Verdão.
– Se essa partida for remarcada, quem vai apitar? Vai ser portão fechado? Porque vai dar morte. Anular a partida é um absurdo – afirmou o procurador Paulo Schmitt.
O árbitro Francisco Carlos Nascimento comemorou o desfecho da história.
– Feliz com o resultado. Agradeço a quem me deu apoio, como a Comissão de Arbitragem e meus familiares. Agradecer aos que não duvidaram da minha palavra. 

O Verdão enviou uma comitiva ao Rio de Janeiro para acompanhar o julgamento. Além de Barcos, que deu seu depoimento sobre o lance, estavam presentes o presidente Arnaldo Tirone e o gerente de futebol César Sampaio. O Inter foi representado pelo advogado Daniel Cravo, que estava satisfeito com a manutenção do placar do jogo.
– É um resultado que já esperávamos, não trabalhávamos com outra hipótese. Acho que a presença dos árbitros foi determinante também. Não houve divergências. Não havia nenhuma prova para o que o Palmeiras alegava. Diziam que uma repórter havia falado com o delegado, e que isto, em efeito cascata, teria influenciado na decisão de anular o gol. Isso não foi provado.  

O julgamento
Às 11h12m, o presidente Flávio Zveiter declarou aberta a sessão do Tribunal Pleno do STJD. Logo de cara, um baque para o Palmeiras: o relator Ronaldo Botelho indeferiu documentos apresentados de "última hora" como evidências alviverdes para tentar anular o jogo. Entre as provas indeferidas, está a leitura labial contratada pelo clube para desvendar o diálogo entre os árbitros. Sendo assim, apenas as testemunhas e os vídeos puderam ser usados.

O julgamento começou com os depoimentos das testemunhas. O advogado José Mauro do Couto, do Palmeiras, apresentou o vídeo com o lance polêmico, com imagens da TV Bandeirantes. Na transmissão, a repórter Taynah Espinoza disse que o delegado do jogo, Gerson Baluta, perguntou aos repórteres se o gol de Barcos foi ou não com a mão. O lance foi repetido à exaustão, também com imagens da TV Globo.
barcos julgamento palmeiras (Foto: Ralff Santos / Futura Press / Agência Estado)Barcos no julgamento, acompanhado de César Sampaio (Foto: Ralff Santos / Futura Press / Agência Estado)
Às 11h47m, Barcos foi chamado para dar seu depoimento. Ele admitiu que tocou com a mão na bola, mas só o fez porque foi puxado pelo zagueiro Índio e teria sofrido pênalti. Indagado pelo procurador Paulo Schmitt, o Pirata disse que não ouviu em campo qualquer comentário sobre a possível interferência externa para anular o gol – e ainda disse que comemorou o gol como sendo dele próprio, e não de Maurício Ramos, que também estava na jogada.
barcos julgamento palmeiras (Foto: Fred Huber/Globoesporte.com)Arbitragem também presente no STJD
(Foto: Fred Huber/Globoesporte.com)
Logo depois, foi a vez de o árbitro Francisco Carlos Nascimento falar, em argumentação que já era esperada. Ele disse que realmente validou o gol de Barcos por achar que tinha sido de cabeça, mas que logo recebeu a comunicação do quarto árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima. E disse ter consciência de que os árbitros não podem receber informações externas. O longo tempo de paralisação, segundo ele, foi por causa das reclamações dos dois times.
– Acho que não demorou mais do que 12 segundos (o chamado do quarto árbitro). Acho que a partida ficou uns cinco minutos parada. Houve tumulto por causa da reclamação dos jogadores – disse Francisco Carlos Nascimento.

O juiz ainda sustentou que não deu cartão amarelo para Barcos porque o quarto árbitro não conseguiu ver com clareza quem havia tocado com a mão na bola. Nascimento questionou Jean Pierre sobre o autor da infração, mas ele não soube responder. Sobre a súmula, que relatou que "nada houve de anormal", os árbitros afirmaram que os lances técnicos não são registrados no documento, só casos disciplinares.

Na sequência, Jean Pierre e o delegado Gerson Baluta também deram depoimentos sustentando a tese de que o gol anulado não teve qualquer interferência externa. Baluta, inclusive, citou que jamais permitiu que um monitor de TV ficasse perto do campo – ele diz já ter retirado um aparelho em um jogo do Vasco, em São Januário. Já o quarto árbitro afirmou que viu um "jogador de branco" tocando com a mão na bola, e que a decisão da anulação foi exclusivamente dele.
Mais de uma hora após o início da sessão, às 12h35m, os advogados dos dois clubes fizeram suas defesas. Cada um teve 15 minutos de explanação – José Mauro do Couto, pelo Palmeiras, e Daniel Cravo, pelo Inter. Por fim, o procurador Paulo Schmitt deu seu depoimento com contundência. Para ele, anular o jogo seria um absurdo, já que o Palmeiras estaria pedindo a impugnação só por estar em situação complicada no Campeonato Brasileiro.

– Se isso acontecer, tem de pegar o boné e ir embora – disse.

Passadas duas horas de julgamento, a votação começou. O relator Ronaldo Botelho disse que não havia como provar que o delegado teve interferência na anulação do gol, apesar de depoimentos sugerirem o contrário. Todos os outros auditores acompanharam o voto de Ronaldo, acabando com as esperanças palmeirenses. Flávio Zveiter deu o voto final, construindo o placar de nove a zero pela manutenção do resultado.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

NOTÍCIAS


Governo aceita corte na jornada de trabalho: Proposta em debate quer reduzir jornada de 44 horas para 40 horas por semana.

Fonte: O Estado de São Paulo, por João Villaverde, 29.10.2012

O governo federal já começa a discutir a possibilidade de permitir a redução da jornada de trabalho do brasileiro para 40 horas por semana. Assunto considerado tabu até bem pouco tempo atrás, a redução da atual jornada de 44 horas semanais, como estipula desde 1988 a Constituição, passou a ser lembrada nos gabinetes de Brasília como "medida possível" de ser tomada até o fim do governo Dilma Rousseff, em 2014. A ideia é muito popular no mundo sindical.

O s dados do mercado de trabalho apontam para uma realidade mais próxima das 40 horas semanais do que o previsto na Constituição. "O brasileiro já está trabalhando menos, então uma mudança constitucional não provocaria a polêmica que causaria alguns anos atrás", disse ao Estado uma fonte qualificada do governo federal.
    

Empresários, especialmente da indústria, criticam a bandeira das centrais sindicais pela redução da jornada de trabalho por entenderem que a mudança aumentaria os custos produtivos, uma vez que, com menos horas trabalhadas, seria necessário contratar mais funcionários.

Em 2012, até o mês passado, os 51,5 milhões de trabalhadores formais brasileiros cumpriram jornada de 40,4 horas por semana, em média. Em fevereiro deste ano, a jornada semanal chegou a ser de 39 horas.

De 2003 a 2012, houve uma queda deste indicador, estimado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A série histórica do IBGE começa em março de 2002, portanto uma comparação entre os nove meses de cada ano só é possível a partir de 2003.

Acordos. Em média, os trabalhadores brasileiros cumpriram jornada de 41,2 horas por semana entre janeiro e setembro de 2003. No ano passado, o indicador foi de 40,6 horas por semana, em igual período.

Segundo José Silvestre, diretor de relações do trabalho do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a queda da jornada ocorreu por dois fatores: os ganhos crescentes de produtividade que permitiram, por sua vez, acordos coletivos em diversas categorias que reduzem a jornada.

Dois dos maiores sindicatos do Brasil - dos metalúrgicos do ABC, que representa 112 mil trabalhadores, e dos metalúrgicos de São Paulo, que representa 430 mil trabalhadores - cumprem jornada de, no máximo, 40 horas semanais há quase dez anos.
    

Com os ganhos de produtividade por meio da maturação dos investimentos realizados nos últimos anos, a indústria de transformação tem reduzido naturalmente a jornada de seus operários, entende Silvestre, para quem a ação sindical é decisiva para "acelerar" este processo. Categorias como enfermeiros já cumprem jornadas inferiores, de 38 horas por semana e, em alguns casos, de 36 horas por semana.

Desafio. Para o secretário executivo do Ministério do Trabalho, Marcelo Aguiar, o grande desafio do governo será manter essa redução da jornada num cenário onde o ritmo dos avanços deve ser menor do que o anterior.

"Vivemos um período onde a taxa de desemprego despencou, ao mesmo tempo em que o rendimento tem aumentado em todas as categorias, e a jornada tem caído. O desafio, agora, é manter toda essa engrenagem funcionando", afirmou Aguiar.

Uma mudança constitucional, fixando um novo teto de jornada semanal de trabalho, aceleraria o movimento de redução do tempo de trabalho em categorias e regiões que ainda contam com jornadas superiores a 40 horas por semana.

Especialistas apontam que, entre os setores, o mais "crônico" seria a construção civil, onde os operários chegam a cumprir jornadas superiores ao teto constitucional de 44 horas por semana.

Entre as capitais pesquisadas pelo IBGE, três apresentaram no mês passado os resultados mais distantes: São Paulo (SP), com média de 42,3 horas por semana, Rio de Janeiro (RJ), com 42,2 horas por semana, e Porto Alegre (RS), com 42 horas por semana.

NOTÍCIAS


TST RECONHECE INSALUBRIDADE EM FRIGORÍFICO E CRIA NOVA JURISPRUDÊNCIA

Por TST

Uma decisão importante do Tribunal Superior do Trabalho pode garantir o direito ao adicional de insalubridade para todos os trabalhadores e trabalhadoras em frigoríficos. Sentença nesse sentido foi proferida em favor de funcionária, no último dia 02 de outubro, pelo fato de realizar atividades em contato com aves mortas e agentes biológicos.
Esse é um debate que se arrasta e, enquanto isso, os donos dos frigoríficos se enriquecem com a absurda exploração de trabalhadores e trabalhadoras. Mesmo com a intervenção do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), as empresas não aceitaram pagar o adicional e definir o tempo de descanso necessário durante a ainda é urgente e necessário implantar a Norma Regulamentadora dos Frigoríficos.
Com essa decisão o Tribunal Superior do Trabalho (TST) pode contribuir com o reconhecimento das condições insalubres de trabalho enfrentadas do setor. O tema estará na pauta da discussão da NR dos Frigoríficos acontece, prevista para o dia 23 de outubro, no Ministério Trabalho e Emprego.

A advogada trabalhista Rita de Cássia Vivas, assessora jurídica da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA) acredita que a jurisprudência poderá contribuir com a aprovação da NR dos Frigoríficos pelo fato de o setor ser considerado um dos responsáveis pelos maiores índices de doenças e acidentes de trabalho no país.
“Esse entendimento só vem reforçar o que a categoria busca há muito tempo: o combate à precariedade das condições de trabalho dos frigoríficos. É dever do Estado garantir a saúde mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos. Portanto, deve ser preocupação do Estado o meio-ambiente laboral. Em razão disso, é necessária a implementação de políticas que garantam um ambiente de trabalho seguro e equilibrado, como única forma de preservação da higiene física e mental do empregado.”, explica Rita.
A advogada também destaca como exemplo de ampliação dos direitos dos trabalhadores de frigoríficos a nova Súmula editada recentemente pelo TST, que estende o direito às pausas para recuperação térmica aos profissionais expostos a ambientes artificialmente refrigerados também fora das câmaras frigoríficas.  ”Essa Súmula demonstra que esses setores estão laborando em caráter precário e em profundo risco de adoecimento do trabalhador. Agora, os trabalhadores dos setores de desossa, embalagem, e de expedição passam a ter o mesmo direito.”, destaca.
De acordo com Artur Bueno de Camargo, presidente da CNTA, as principais reivindicações dos trabalhadores na NR dos Frigoríficos são pausas de 10 minutos a cada 50 minutos de trabalho, intervalos de 20 minutos a cada 3 horas para alimentação, e a redução da jornada de trabalho de 7h20 para 6h diárias, além da proibição de banco de horas. Com o Projeto de Lei nº03/2009 em tramitação no Senado Federal, os trabalhadores também exigem a redução da exposição a baixas temperaturas e ao ritmo frenético de trabalho, dentre outras ações preventivas de acidentes. Já nas negociações com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), iniciada em setembro de 2010 e interrompidas para discussão da NR dos Frigoríficos, a categoria exige ainda o piso mínimo nacional de R$ 1.000,00.
“A representação patronal tem dificuldade para viabilizar esta NR. Por se tratar de um setor crítico, altamente insalubre, decidimos aguardar por mais este encontro entre trabalhadores, governo e patrões. Mas, se a NR não for viabilizada, iremos desenvolver um trabalho de mobilização em todo o país. Esse é o limite que nós daremos e se nosso pedido não for contemplado, iremos retomar as negociações com a CNI ou de qualquer outra forma”, afirma Bueno.