Sindicato da Alimentação de Alegrete

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Marcos Rosse-Presidente

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Acidente de trabalho deixa um morto e quatro feridos em PE


Data: 07/02/2012 / Fonte: G1 PE

Olinda/PE - Um homem morreu e outros quatro ficaram feridos em um acidente de trabalho no bairro de Santa Tereza, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, no início da tarde desta terça-feira (7). De acordo com informações do Corpo de Bombeiros de Pernambuco, as vítimas estavam descarregando placas de mármore de um caminhão, em uma marmoraria localizada às margens da Avenida Pan Nordestina, quando foram atingidos por uma delas.

Uma das vítimas, de 52 anos, foi esmagada e morreu no local. O corpo dele foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML) da capital pernambucana. Os outros foram socorridos para o Hospital da Restauração, no bairro do Derby, área central do Recife. Segundo a assessoria da unidade, dois deles, um de 35 e outro de 20 anos, tiveram arranhões no rosto e já receberam alta médica.

Os outros dois seguem internados no hospital. Um tem 46 anos, está consciente e passa por exames no setor de traumatologia. A outra vítima, 38, também está consciente e passa por exames no setor de traumatologia e neurologia.

Foto: Reprodução/TV Globo

Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Bagé e Região

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Bagé e Região, Luiz Carlos Cabral, acompanhado dos diretores da entidade, Paulo Roberto Costa da Silva e Eduardo Abs da Cruz, participam nos dias 15 e 16 de fevereiro do Seminário de Planejamento e Negociação Coletiva da categoria. O evento acontece na quarta-feira na sala da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação e na quinta-feira na sede do Sindicato dos Trabalhadores nas Industrias de Panificação, ambas em Porto Alegre.

No dia 15 o Seminário aborda as discussões sobre as estratégias políticas e administrativas do setor da alimentação para 2012. No dia 16 os temas serão as conjunturas estadual e nacional da categoria, bem como a análise e perspectiva econômica do ramo para este ano e o planejamento das negociações coletivas. Entre os palestrantes estão o presidente da CNTA, Artur Bueno, o coordenador do DIEESE no Rio Grande do Sul, Ricardo Franzói, além do deputado federal Assis Melo (PC do B) e do deputado estadual Edegar Pretto (PT).

Jornalista responsável: Emanuel Müller

MTE 9810

Assessoria de Comunicação Social


NOTICIAS.

Aumento de demissões na Marfrig continua preocupando FTIA/RS

Posted: 13 Feb 2012 04:54 PM PST

Por Assessoria de Imprensa FTIA-RS

Diretores da Federação se reúnem com deputados e entregam documento que revela o número alarmante de demissões no setor

A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação RS (FTIA/RS) está preocupada com as demissões no setor de carnes, em especial no setor avícola do Rio Grande do Sul, a partir da fusão sob os critérios do Conselho Administrativo da Defesa Econômica (Cade). A preocupação dos sindicalistas é com o futuro dos trabalhadores que, podem perder o emprego caso não seja feito nada. Além da preocupação com os trabalhadores a Federação também alerta para o impacto social e econômico que os municípios terão após as demissões.

A Federação vem há algum tempo denunciando que quando duas ou mais empresas resolvem se fundir, o negócio é fechado no topo da pirâmide, resultando em temores. Ou seja, é uma decisão dos grandes que, só depois, será transmitida aos trabalhadores e, hoje, os trabalhadores estão ameaçados de perder seus empregos. Na tentativa de encontrar uma solução para o setor a FTIA/RS se reuniu, no último dia 8, com o secretário do Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik e deputados.

O secretário geral da Federação, Valdemir Corrêa informa que o secretário Knijnik após receber documento, elaborado pela entidade, apresentando o número alarmante de demissões no Rio Grande do Sul nos últimos meses manifestou sua preocupação e se comprometeu a elaborar um estudo sobre a situação do setor. “O secretário afirmou, ainda, que vai buscar alternativas e apóia a iniciativa da FTIA/RS de ouvir representantes da empresa, do Cade, dos municípios e dos trabalhadores numa audiência pública”, informa Correa.

Participaram da reunião o deputado Heitor Schuch (PSB), o presidente do Sindicato da Alimentação de Santa Cruz do Sul, Sergio Pacheco, os vereadores do município de Bom Retiro do Sul: Eder Cíceri (PSB) e Sergio Gregory (PTB) e o prefeito Celso Pazuch. “Na ocasião o prefeito relatou que o frigorífico da empresa Marfrig em Bom Retiro mantém 380 postos de trabalho e responde por 49% da arrecadação de ICMS”, conta o secretário geral da FTIA/RS.

Presidente da FTIA/RS se reúne com o deputado Lindemeyer e presidente do CDES-RS

O presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do RS Cairo Reinhardt e o deputado Alexandre Lindenmeyer (PT) estiveram, no último dia 9, com o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do RS (CDES-RS) Marcelo Danéris e com o representante da Secretaria da Agricultura do Estado, Fernando Groff, onde também foi manifestada a preocupação com as demissões no setor de carnes, em especial avícolas no Estado.

O presidente do CDES prometeu reunir conselheiros e partes interessadas para dar celeridade ao processo de decisão.

Documento elaborado pela FTIA/RS revela número alarmante de demissões num curto período

No Rio Grande do Sul o grupo Marfrig tem filiais em Roca Sales, Caxias do Sul, Frederico Westphalen, Alegrete, Mato Leitão, Bagé, Capão do Leão.

A situação parece complicada para o Marfrig que se endividou fortemente para financiar uma agressiva política de aquisições – incluindo a Penasul em 2008 e a SEARA em 2009.

A necessidade da BRF de vender um pacote de ativos para cumprir as determinações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e aprovar a fusão entre Sadia e Perdigão abriu oportunidades. Então, o abate de bois deixou de ser o negócio central do Marfrig. Atualmente a empresa aposta suas fichas em produtos industrializados, segmento em que a carne de frango, mais barata, é dominante. Recentemente fechou duas plantas no sul do País, equivalente a 20% da capacidade de produção de bovinos. Só no Rio Grande do Sul foram mais de mil demissões em 2011, incluindo as demissões de Roca Sales ocorridas em setembro do mesmo ano. O BNDES aplicou no Marfrig R$ 3,5 bilhões entre financiamentos e compra de participação.

A Revista Exame publicou em novembro de 2011 que, desde 2008, os dois maiores frigoríficos brasileiros – JBS e Marfrig – ocupam as primeiras posições da lista de aplicações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O Marfrig utilizou R$ 6,5 bilhões para incorporar 22 empresas, entre elas a americana Keystone. Porém o preço para o investidor está sendo alto. Ainda, segundo a revista, o peso do BNDES no capital do Marfrig cresceu de 3% em 2009, para uma participação de 14% em 2011.

Apesar do crescimento da empresa, em fevereiro de 2012 cerca de 200 trabalhadores foram demitidos, além dos 150 em agosto de 2011, atingindo mais de mil pessoas.

A Marfrig/Seara é a segunda maior indústria da cidade. Produz cem toneladas diárias de embutidos (mortadela, salsicha e salsichão) e importa funcionários de outras cidades como Nova Bréscia, Encantado e Colinas.

Roca Sales conta com uma população de 10.287 habitantes (IBGE 2010), sendo que a empresa gera R$ 27,120 milhões à cidade (Veja detalhes sobre o estudo no sítio www.ftiars.org.br)

Humilhação imposta a trabalhador resulta em indenização de R$ 100 mil

Posted: 13 Feb 2012 08:22 AM PST

Por: Redação da Rede Brasil Atual

Segundo o TST, ex-vendedor da AmBev passou por maus-tratos, como corredor polonês, por não atingir metas de venda

São Paulo – O Tribunal Superior do Trabalho (TST), por meio de sua Quarta Turma, manteve decisão regional (TRT) que fixou em R$ 100 mil a indenização devida pela Companhia de Bebidas das Américas (AmBev) a um ex-vendedor, por maus-tratos e humilhação impostos a ele ao não atingir metas de venda. "O vendedor trabalhou na Ambev de março de 2003 a julho de 2007 e, de acordo com prova testemunhal, durante esse período os empregados eram obrigados pelos gerentes a pagar prendas, como usar fraldão, fazer flexões e passar pelo corredor polonês, quando não atingiam as metas de vendas. Além disso, os supervisores usavam palavras de baixo calão contra eles nessas ocasiões", informou o TST. "Uma das testemunhas afirmou que viu o autor da ação no corredor polonês e que ele era alvo de apelidos pejorativos."

O TRT do Rio Grande do Sul havia aumentado de R$ 30 mil para R$ 100 mil a indenização ao trabalhador, por entender que a quantia inicial (fixada em primeira instância) não reparava o dano causado nem levava em conta a capacidade econômica da empresa. "Constata-se que o procedimento ofensivo era adotado a uma coletividade de empregados, o que também se conclui pelas inúmeras ações que tramitam nessa Justiça com pedidos idênticos", disse o TRT. "A indenização, portanto, além do caráter punitivo e reparatório, deverá também servir como medida educativa quanto à forma de tratamento dos seus empregados e no sentido de abolir definitivamente tais práticas abusivas perpetradas no desenvolvimento do contrato de trabalho."

No TST, a ministra Maria de Assis Calsing, relatora do processo, considerou – segundo o tribunal – que "não foi demonstrada desproporcionalidade entre o dano causado ao trabalhador e a culpa da empresa capaz de justificar a redução do valor, como pretendia a empresa".

Lula internado por mal-estar' ou 'Lula não tem mais tumor', qual seria o título de sua matéria?

Posted: 13 Feb 2012 05:46 AM PST

Por Blog do Mello

As duas notícias vieram ao mesmo tempo. No sábado, Lula foi internado por um mal-estar, efeito colateral da quimioterapia a que ainda se submete para combater um tumor na laringe.

Por outro lado, o chefe da equipe médica informou que Lula já não tinha mais o tumor, embora a quimioterapia vá seguir como programada, até a próxima sexta.

Mal-estar ou fim do tumor, o que é mais importante a ser destacado no título da notícia?

Para você, para mim e a imensa maioria dos brasileiros, obviamente que o fim do tumor, que anuncia a recuperação de nosso presidente.

Para a mídia corporativa, jornalões e seus portais, a internação para tratar do mal-estar. O fim do tumor eles esconderam no corpo da matéria ou só estão publicando agora.

Centrais debatem piso regional com presidente da AL/RS

Posted: 13 Feb 2012 05:22 AM PST

Por CUT/RS

Na manhã do dia 8 de fevereiro, diversas categorias estavam representadas na reunião de sindicalistas que debateu o piso regional na sede da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB). O encontro teve como objetivo fortalecer a unidade das centrais para discutir a votação do projeto de Lei 455/201com o novo presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Postal.

Após a reunião, os representantes das centrais, federações e sindicatos entregaram um documento ao novo líder do parlamento gaúcho, que ouviu a reivindicação dos dirigentes para a votação urgente do projeto de Lei 455/201 do Executivo sobre o Piso Mínimo Regional de 2012.

Os sindicalistas enfatizaram a necessidade de agilidade na votação do Projeto de Lei 455/2011, do Poder Executivo, que trata do reajuste do piso regional salarial e prevê inclusão de categorias. O PL 455/2011 estabelece índice de reajuste de 14,75%, mas as centrais sindicais pedem 18,7%, segundo o presidente da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do RS (Fecosul), Guiomar Vidor, também presidente da CTB-RS.

O secretário-geral da CUT-RS, João Batista Xavier da Silva, destacou a necessidade de uma política permanente de valorização do piso regional. “Precisamos fazer com que o projeto seja votado na íntegra porque o piso atinge mais de 1.200 milhão de gaúchos. É uma forma de distribuição de renda.”

Os novos sindicatos incluídos no projeto de Lei do Executivo são os de empregados em hotéis, bares, restaurantes e similares; em empresas produtoras e distribuidoras de cinemas; e os de garagens e estacionamentos.

Postal assegurou que o projeto será votado o mais breve possível. “É uma obrigação da Assembleia. Contem com esse Parlamento que nunca se omitiu e está em defesa do trabalhador do Rio Grande do Sul. Aquilo que nós pudermos fazer pela classe trabalhadora, nós faremos.”

Outra reivindicação das centrais sindicais foi para que seja colocado em votação, o mais breve possível, o projeto do deputado Heitor Schuch, já aprovado na Comissão de Constituição e Justiça, que estabelece a valorização permanente do Piso Mínimo Regional.

A próxima reunião das centrais, que terá como objetivo organizar ações de mobilização referentes ao piso regional, ficou agendada para o dia 13, às 14h, na sede da Central Única dos Trabalhadores.

No dia 27, o governador receberá as centrais sindicais às 8h45min no Palácio Piratini. Os dirigentes sindicais reforçarão a necessidade de que o projeto de Lei 455/2011 seja mantido integralmente, com a inclusão das novas categorias de trabalhadores.




sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012





Conferência de Transparência e Controle Social – Etapa Municipal

Alegrete realizou neste dia 9 de fevereiro, quinta-feira, a sua etapa da 1ª Conferência de Transparência e Controle Social (Consocial), com início às 15 horas no auditório da Câmara de Vereadores. Promovido nacionalmente pela Controladoria-Geral da União, em Alegrete a organização foi compartilhada entre Prefeitura, Câmara de Vereadores, conselhos municipais e entidades da sociedade civil, proporcionalmente distribuída em 60% de representações da sociedade, 30% do poder público e 10% dos conselhos.

Na solenidade de abertura, a coordenação do evento fez a leitura do Regimento Interno. Em seguida foi feito a apresentação pelo Controle Interno do município acerca das ações de transparência dos poderes públicos municipais, houve palestras com a coordenação da Consocial/RS, a cargo da Casa Civil do Governo do Estado, sobre o Controle Público e Transparência, e do auditor público externo do Tribunal de Contas do RS.
A Câmara de Vereadores ofereceu um coffee break e logo início dos trabalhos, com a apresentação dos eixos da conferência nacional e a formação de grupos de trabalho a partir dos mesmos. Os grupos fizeram a apresentação em seguida as diretrizes propostas sobre cada tema, seguindo-se a eleição dos delegados para a etapa estadual, marcada para 15 de março em Porto Alegre. O encerramento aconteceu as 21 horas.

Participaram deste evento em torno de 100 pessoas.

Marcos Rosse- Presidente do STIAA de Alegrete

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Segundo o Dieese, 2012 deve fechar com média de ganho real nas negociações próxima ao registrado em 2011 - na faixa de 1,4%

segunda -feira, 06 de fevereiro de 2012

Reajuste real de salários sobe e põe pressão sobre inflação

O reajuste salarial médio negociado em 163 convenções coletivas de sindicatos com data-base no último trimestre do ano passado voltou a subir na comparação com os outros trimestres de 2011, fechando em 1,81%, de acordo com levantamento realizado peloValor na base de dados do Ministério do Trabalho.

São três os fatores que mais influenciaram esse resultado, que gera preocupação, devido ao possível impacto sobre a inflação. Um deles é a proximidade da correção do salário mínimo, cujo aumento real foi de 7,5% em 2012. Outro fator é a força de mobilização dos sindicatos que negociaram acordos no fim do ano passado. Mas foi o recuo da inflação - do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que deflaciona a maior parte dos reajustes - que garantiu ganhos reais significativos.

Entre setembro e dezembro, o INPC recuou 1,22 ponto percentual, considerando-se o resultado acumulado em 12 meses. A média de aumento real conquistada em 193 convenções assinadas no terceiro trimestre foi de 0,86%. No último trimestre do ano, a média disparou, chegando a 1,81%.

"A queda na inflação explica boa parte do ganho real. O fim do ano foi um período mais difícil para a economia, no cenário nacional e no internacional, o que deve ter dificultado as negociações", diz Bráulio Borges, economista-chefe da LCA Consultores. De fato, a média de reajuste nominal variou pouco desde agosto, atingindo o piso de 8,01% em dezembro e o teto de 8,62% em outubro.

Apesar do momento pouco favorável aos trabalhadores - durante o segundo semestre, eles ouviram dos sindicatos patronais que a situação econômica estava difícil e, portanto, não havia como conceder reajustes mais expressivos -, algumas categorias com data-base nos últimos três meses do ano acabaram puxando para cima a média geral de ganho real.

Esse é o caso dos metalúrgicos de São Paulo. O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, cuja base é de 800 mil trabalhadores, conquistou 10% de aumento nominal no ano passado, o que representou 3,13% de ganho real. A data-base do sindicato é em novembro.

Se a mesma negociação ocorresse em setembro, o ganho real ficaria em 2,52%, devido ao elevado patamar em que o INPC se encontrava no mês. Foi o que aconteceu com os metalúrgicos do ABC, que conquistaram 10% de reajuste nominal e influenciaram os acordos da categoria em todo o Estado.

O pequeno número de sindicatos que conseguiu apenas a reposição da inflação comprova as conquistas salariais do último trimestre. Enquanto 21% das convenções só garantiram o INPC no terceiro trimestre, apenas 6% não tiveram ganho real no trimestre seguinte. Entre outubro e dezembro, em 56 convenções (34% do total) o ganho real foi maior que 2%. Entre julho e setembro, apenas 15 (7% do total) conseguiram reajuste igual.

De acordo com o levantamento do Valor, sindicatos em todo o país que atuam no setor de serviços conquistaram os maiores reajustes, ao lado de metalúrgicos e em pregados na construção civil. Os comerciários do Rio Grande do Sul, por exemplo, tiveram aumento real de 2,57% em outubro. Trabalhadores de hotelaria e turismo também se destacaram, principalmente em Minas (dezembro) e no Rio (outubro), onde as negociações renderam 3,7% e 4,07% de aumento real, respectivamente.

Trabalhadores da construção civil em pelo menos dez Estados conquistaram aumento real superior a 2,5% nos últimos três meses de 2011. "Na construção civil, o mínimo é importante indexador para boa parte dos trabalhadores, que recebem salários próximos do piso. Por isso o reajuste [de 14,13%] do mínimo baliza as negociações no fim do ano, quando a valorização do piso nacional estava mais definida", afirma Borges.

O coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, Naercio Menezes Filho, aponta para a tendência de reajustes maiores em mercados de trabalho mais apertados. "A taxa de desemprego está caindo muito, o que reflete em disputa maior pelo trabalhador. O resultado é o aumento do salário."

Em 2011, a média de ganho real apurada em 831 convenções foi de 1,4%. O índice preocupa, devido à pressão inflacionária que carrega. De acordo com cálculos de Borges, a taxa é maior do que o aumento de produtividade da economia brasileira no ano passado, estimado em 1,2%. "Quando o salário dos trabalhadores cresce mais que a produtividade, ou seja, o trabalhador recebe mais para produzir o mesmo, a empresa tem que repassar a diferença de custo para o preço", explica ele. "O índice de 1,4% explica, em parte, a inflação ter atingido o teto da meta em 2011."

Economista-sênior do banco Santander, Cristiano Souza destaca a herança deixada pelo último trimestre. "É preocupante haver alta de ganhos reais no patamar de 1,81%, quando a produtividade não se acelera. Isso implica aumento do custo de produção. Pagar mais para produzir o mesmo significa perda de competitividade."

Para Menezes Filho, a tendência é que essa situação permaneça em 2012, uma vez que a taxa de desemprego atinge sucessivos níveis históricos de baixa. "Enquanto a economia estiver crescendo, ainda que pouco, e houver alta da demanda sem aumento da produtividade, a pressão no mercado de trabalho continuará aumentando."

O coordenador de relações sindicais do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), José Silvestre, prevê que o ritmo de ganho real no início deste ano deve ficar abaixo do patamar de 1,8%, registrado no quarto trimestre de 2011. Segundo o Dieese, 2012 deve fechar com média de ganho real nas negociações próxima ao registrado em 2011 - na faixa de 1,4% -, já que os efeitos da crise financeira na Europa devem ser compensandos pela perspectiva de queda da inflação e da taxa básica de juros. (Valor)


Cai vantagem dos pisos sindicais sobre o mínimo

Desde 2004, salário-base nacional subiu mais rápido que demais remunerações. Diferença deve recuar mais neste ano devido ao forte aumento do mínimo e à expansão mais lenta da economia.

Criados para dar vantagem aos trabalhadores representados por sindicatos, os pisos salariais estão sendo engolidos pelo salário mínimo, que tem obtido reajustes mais elevados há oito anos.

Entre 2004 e o ano passado, o mínimo mais que dobrou. Já o valor médio dos pisos, apurado pelo Dieese, subiu menos: 68%. O resultado é que a vantagem, antes obtida graças a pressões dos sindicatos, está sumindo.

Nas categorias com representações trabalhistas mais frágeis, o piso pode estar condenado à extinção.

Em 2004, os menores salários das categorias sindicalizadas representavam, em média, 1,7 salário mínimo. Em 2011, a relação caiu para 1,3.

Neste ano, com o aumento de 14,13% do salário mínimo, que subiu a R$ 622, a tendência é que a vantagem dos pisos diminua ainda mais.

Isso porque a economia está crescendo mais lentamente e, neste cenário, é menos provável que os sindicatos consigam reproduzir em suas negociações reajustes semelhantes ao do mínimo.

É o caso dos cerca de 18 mil metalúrgicos da região de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina. O reajuste fechado no mês passado foi de 7,5%. Os pisos tiveram resultado mais positivo (8%), mas também subiram menos que mínimo.

O presidente do sindicato, Vilmar Garcia, diz que o reajuste do mínimo nem sequer foi parâmetro. "Está difícil negociar. Os empresários falam de crise, de concorrência com os produtos chineses."

O piso da categoria representava 1,8 salário mínimo em 2004. Neste ano, com o reajuste para R$ 830, passou a valer cerca de 1,3 mínimo.

PODER DOS SINDICATOS -- Apesar do descompasso, o economista José Dari Krein, da Unicamp, diz que não se pode falar em perda do poder de barganha dos sindicatos.

Isso porque, diz ele, as reivindicações sindicais também têm mudado e passaram a dar destaque a temas como participação nos lucros -remuneração cada vez mais importante no mercado.

"O que pode acontecer é que, para categorias com menor produtividade ou com representação mais dispersa, o piso se tornará irrelevante."

Outro efeito colateral da menor vantagem dos pisos em relação ao salário mínimo é uma relativa corrosão do poder de compra. Como muitos serviços têm os preços corrigidos segundo o mínimo, quem não é agraciado na mesma medida sai perdendo.

"Os trabalhadores que não têm o mesmo reajuste não poderão acessar os mesmos serviços que consumiam no passado", afirma Krein.

Para o economista Alexandre Chaia, do Insper, é raro reajustes salariais praticados no mercado acompanharem o crescimento econômico na mesma proporção, como ocorre com o salário mínimo.

"Se os trabalhadores tentarem buscar recompor essa diferença, poderá haver uma pressão de custos na economia", diz. Noutras palavras, haverá aumento de preços. (Folha)


Governo atrasa parcelas de seguro-desemprego

Desempregados enfrentam dificuldades para sacar o benefício; Ministério do Trabalho diz que houve problema com mudança de sistema operacional

Trabalhadores demitidos sem justa causa em 2011 estão com dificuldades para receber o seguro-desemprego. Ao tentar sacar o dinheiro do benefício, o desempregado é informado que a parcela não existe ou não foi liberada ainda. Como justificativa, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) diz que a migração do banco de dados do seguro-desemprego para novo sistema operacional provocou problemas pontuais que podem atrasar o pagamento do benefício.

O administrador de empresas Ricardo Gomes da Silva, que mora na capital paulista, perdeu o emprego em setembro e até agora só recebeu duas das cinco parcelas do seguro-desemprego. O último benefício que ele conseguiu sacar foi liberado em 20 de novembro, já com atraso de dez dias.

Gomes da Silva tem conseguido se manter fazendo "bicos" e com a ajuda de familiares e amigos. Ele procurou a Delegacia Regional do Trabalho, na Lapa, zona oeste da cidade, mas não adiantou: foi informado de que não há previsão de data para a normalização dos pagamentos e aconselhado a consultar diariamente o sistema.

"Não sei mais o que fazer", queixa-se o desempregado. Ele conta que é separado e teme ser preso por atraso na pensão alimentícia da filha de quatro anos.

"É difícil para as pessoas entender o atraso no pagamento do seguro-desemprego, porque o benefício foi criado justamente para garantir que o trabalhador consiga se manter e manter sua família até que consiga um novo emprego", argumenta.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, o problema foi detectado na segunda quinzena de dezembro, quando se encerrou a transferência do último banco de dados para o novo sistema.

Os atrasos na liberação do seguro-desemprego afetam cerca de 3 mil beneficiários em todo o País, de um total de 2 milhões, segundo nota divulgada pelo ministério. "O MTE e a empresa responsável pelo desenvolvimento e manutenção do sistema têm monitorado o sistema e tomado todas as providências com a máxima urgência possível, diante de cada ocorrência", ressalta a nota.

Para acelerar o processo, o ministério orienta aos beneficiários que enfrentam dificuldades para receber o benefícios a procurar o posto de atendimento mais próximo. O valor das parcelas cujo pagamento for reprogramado será reajustado com base na nova tabela do seguro-desemprego (mínimo de R$ 622 e máximo de R$ 1.163,76), vigente desde 1.º de janeiro.

Cruzamento -- Mas nem todos os casos de atraso podem ser atribuídos à mudança de sistema, ressalva o ministério. Cada caso deve ser analisado individualmente.

O novo sistema permite o cruzamento das informações prestadas pelo trabalhador com diversas outras bases de dados oficiais, como o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).

Por meio delas é possível se verificar a situação do vínculo empregatício, como o reemprego, bem como todas as informações necessárias à análise da solicitação do benefício. A cada liberação de nova parcela, o sistema faz essa conferência. (Estado)


Com dez anos de atraso, governo deve criar incentivos para a indústria criativa

Setor movimenta R$ 667 bilhões por ano no Brasil.

Com uma década de atraso, o Brasil resolveu mirar na chamada economia criativa — setor que movimenta mais de US$ 600 bilhões no mundo e se manteve imune às crise financeiras globais — e se prepara para lançar em abril um audacioso programa que pode duplicar os ganhos desse segmento em quatro anos. Se isso acontecer, serão R$ 108 bilhões a mais injetados na economia do país no período, graças ao aumento da produção e da exportação de bens e serviços criativos.

Vídeo: Claudia Leitão, secretária do MinC conta o que é e como funciona a economia criativa

O programa Brasil Criativo está em gestação no Ministério da Cultura. Já foi mostrado à presidente Dilma Rousseff e está sendo tocado em parceria com a Casa Civil. O Planalto deve bater o martelo sobre as medidas, que envolvem pelo menos dez ministérios, em meados de março. Ao GLOBO, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, explica que a ideia é aumentar o quinhão do setor na economia dos atuais 2,85% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) para pelo menos 5,7% até 2015. As primeiras discussões começaram na gestão de Gilberto Gil. A despeito dos rumores de que poderia deixar o ministério, ela espera tocar o programa até o fim do governo:

— Não é um projeto para seis meses ou um ano, é de médio prazo.

Sobre a mesa estão a eliminação de leis caducas, desoneração de tributos, mudanças no marco legal e formalização de profissionais dos diversos ramos da cultura — do design ao artesanato, passando por games, cinema, novelas e música —, além da criação de linhas de crédito e da discussão sobre propriedade intelectual. Também está em análise o reconhecimento de novas profissões, para permitir acesso a financiamento, Previdência e emissão de notas fiscais.

O próprio governo admite que há poucas estatísticas sobre a economia criativa, e boa parte do mercado é informal. Segundo Luiz Barreto, presidente do Sebrae Nacional, que ajuda o governo a mapear o setor, 90% dos empreendedores são de micro e pequeno porte. Um estudo da Firjan mostra que toda a cadeia da indústria criativa no país — do espetáculo de dança ao iluminador, passando por figurinistas e barraquinha de cachorro-quente — movimenta R$ 667 bilhões por ano. São Paulo está à frente, com R$ 253,5 bilhões, seguido por Rio e Minas Gerais, com R$ 76,3 bilhões e R$ 59,8 bilhões, respectivamente.

‘Indústria do futuro’, segundo produtora -- Segundo o Relatório da Economia Criativa 2010 da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad), o Brasil exportou US$ 6,3 bilhões em serviços e US$ 1,22 bilhão em bens criativos em 2008. A China vendeu US$ 84 bilhões em bens e US$ 2,6 bilhões em serviços criativos. Estados Unidos e Alemanha vêm em seguida, com mais de US$ 35 bilhões cada.

— O Brasil ainda pode se tornar uma potência criativa. Deve aproveitar seu grande momento, com os eventos esportivos nos próximos anos, para se vender melhor para o mundo — disse ao GLOBO a chefe do Programa de Economia Criativa da Unctad, Edna dos Santos-Duisenberg.

Para ela, a economia criativa é uma opção viável para crescer e ajudar os emergentes a driblarem crises globais, reduzindo a dependência das commodities. Segundo Edna, enquanto as transações comerciais caíram 12% em 2008 por causa da crise, as operações com bens e serviços criativos cresceram 14%:

— Este é um setor que vai continuar crescendo, porque reflete o estilo de vida da sociedade contemporânea, em que se consome cada vez mais cultura, entretenimento, lazer e turismo.

Os países ricos , que começaram a adotar programas semelhantes há uma década, detêm 90% do mercado mundial de audiovisual e música, 80% do mercado editorial e imprensa e 75% do de artes visuais. O programa do governo quer usar a cultura como alavanca para o crescimento, a geração e distribuição de renda e a inclusão social.

— Conheço muita gente boa que passa a vida esperando um convite ou um edital para trabalhar. Muita gente está informal nesse mercado. Falta informação. Estamos fazendo um grande mapeamento de todos os elos da cadeia. Acho que dá para, no mínimo, dobrar a participação do setor no PIB — disse a ministra, que reconhece o atraso do Brasil nessa corrida. — Estamos estudando os entraves. A indústria brasileira da moda já anda bem, mas tem enfrentado, por exemplo, a concorrência da China. Outro caso: estamos comprando fantasias de carnaval da China...

Dono da Icon Games, José Lucio Gama fez o seu primeiro jogo em 2003, após um curso na PUC-Rio. Desde então, tem exportado boa parte do que faz para o exterior por meios próprios e garante que o faturamento está na casa dos milhões de reais. Muitos dos seus games voltam para o país pelas distribuidoras estrangeiras, e os usuários locais sequer se dão conta de que são made in Brazil.

— É um mercado de US$ 2 bilhões no Brasil. As pessoas não sabem que muitos games são produzidos aqui dentro. Não temos bons canais de distribuição, como lá fora. Faltam profissionais treinados para essa área — disse Gama.

Autor do game “Detetive Carioca”, que tem por cenário pontos turísticos do Rio e casos como o roubo de um enredo de escola de samba, ele aposta no crescimento explosivo desse setor, graças à expansão do número de smartphones e tablets.

Para Walkiria Barbosa, dona da Total Filmes e organizadora do Festival de Cinema do Rio, o maior da América Latina, os tomadores de decisão, seja na iniciativa privada ou no governo, ainda desconhecem o potencial do negócio criativo.

— É a grande indústria do futuro. Nos Estados Unidos, é a maior indústria de exportação. O segmento audiovisual só existe se for analisado como indústria. Tem que produzir em escala, o que requer investimento alto de capital e infraestrutura sofisticada — disse Walkiria. — O Brasil está engatinhando nesse sentido. Para importar equipamento para um filme 3D, paga-se um imposto altíssimo. O audiovisual é tributado três vezes, na bilheteria, na distribuição e na produção dos filmes.

Segundo ela, o setor não precisa de caridade, mas de políticas eficientes:

— O que os filmes “Rio” e “Crepúsculo” fizeram pelo Rio de Janeiro e pelo Brasil não tem preço. Isso é conteúdo audiovisual.

O produtor de eventos musicais Luis Oscar Niemeyer, que recentemente trouxe Paul McCartney ao Brasil, comemora a iniciativa do governo. Para ele, capacitação e infraestrutura são básicos.(O Globo)


MEC vai entregar tablets a 598 mil professores do ensino médio em 2012

Até o fim deste ano o Ministério da Educação (MEC) deverá entregar tablets para os 598,4 mil professores de ensino médio das 58,7 mil escolas públicas urbanas com banda larga em funcionamento. O programa, denominado "Educação Digital", acaba de ser anunciado pelo ministro Aloizio Mercadante.

Três empresas já entregaram os projetos para produção dos tablets para o MEC: Digibras, Positivo e Ciao. Todas atingiram os pré-requisitos tecnológicos exigidos pelo MEC no edital divulgado em dezembro, e as três apresentaram preços competitivos.

Ao todo, o MEC vai repassar entre R$ 150 milhões e R$ 180 milhões por quatro lotes de tablets, cada um com 150 mil equipamentos. Dois lotes devem conter tablets de 7 polegadas, a R$ 278,90 a unidade, e dois lotes terão tablets de 10 polegadas, a R$ 462,49 a unidade.

Os projetos começam a ser analisados pelo Inmetro na semana que vem e o MEC deverá concluir a escolha no fim de abril. "Os tablets serão o passo decisivo na inclusão digital dos professores", afirmou Mercadante, que definiu o ensino médio como prioridade para o programa em 2012, por considerar o período como o "mais sensível" da escola. "É quando há maior evasão, porque o jovem não está se sentindo atraído pela escola", disse o ministro. (Valor)