Sindicato da Alimentação de Alegrete

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Marcos Rosse-Presidente

sábado, 14 de abril de 2012

Mulher tranca homem em quarto e exige mais sexo

Um homem alemão de 43 anos imaginou que teria uma noite dos sonhos, mas acabou entrando em uma grande enrascada. Depois de conhecer uma mulher de 47 anos em um bar de Munique e ter feito sexo várias vezes, ele foi trancado em um quarto e foi exigido a fazer mais sexo. Exausto, o homem se refugiou no balcão do apartamento e chamou a polícia por telefone.

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BAh mais este não era gaucho de Pelotas ou Bagé pediu Agua. se fosse de Alegrete ela que ia saltar pela janela eheheheheheheh.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

STIA/Bagé mobilizado para assembléias da Campanha Salarial 2012 da categoria


O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Bagé e Região realiza neste sábado, 14 de abril, duas assembléias extraordinárias. O objetivo é reunir e mobilizar os trabalhadores do setor para a Campanha Salarial 2012/2013, debatendo e formando a pauta de reivindicações da categoria que será encaminha à classe patronal.

O primeiro encontro está marcado para as 17h, no Ginásio do Sindicato (Avenida São Judas Tadeu, 853), destinado aos trabalhadores em frigoríficos. A assembléia com trabalhadores em padarias, engenhos em geral, laticínios e outros acontece às 19h. Desta vez o local será a sede social do Sindicato, na Rua Melanie Granier, 157.

O presidente do STIA/Bagé, Luiz Carlos Cabral, informa que o advogado Álvaro Meira deverá estar presente às assembléias com intuito de informar aos trabalhadores a situações dos processos movidos pelo Sindicato referentes à categoria. Entre as principais reivindicações da Campanha Salarial deste ano em nível nacional estão: reajuste de 14,75%, piso de R$ 1 mil para serviços gerais, piso profissional de R$ 1,2 mil, auxílio escolar de um piso da categoria, indenização de cinco dias por ano e a redução da jornada de 44 horas para 40 horas semanais.

Legenda: Expectativa do Sindicato é superar o número de trabalhadores que participaram das assembléias em 2011
Crédito: Zilmar Gazzo

Contatos para entrevista com o presidente Luiz Carlos Cabral: (53) – 9975-3905

Jornalista responsável: Emanuel Müller

MTE 9810

Assessoria de Comunicação Social

Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Bagé e Região

(53) – 9972-5797

segunda-feira, 9 de abril de 2012

SINDICATO REALIZA ASSEMBLÉIA PARA APROVAÇÃO DA PAUTA DE NEGOCIAÇÃO. E TAMBEM A ALTERAÇÃO ESTATUTARIA PARA AS ELEIÇÕES E O PROXIMO MANDATO.


o sindicato da alimentação de Alegrete realizou no dia 05 de abril de 2012 a Assembleia Geral para a tirada de pauta para a Campanha Salarial 2012, e também para alteração Estatutária, e contou com a presença de grande parte dos trabalhadores da categoria que se fizeram presente , onde se discutiu sobre índices e demais clausulas já existentes que deverão ser melhorada além do objetivo de demais conquistas . Sendo aprovada por todos os presentes.

Sendo que a Assembleia para a alteração de Estatuto aconteceu antes da Assembleia sobre a pauta da data base e após ser discutida foi aprovada pelos presentes na Assembleia onde ficou definido as alteração nos artigos das Eleições, Diretoria e também no período que agora vai ser de 4 anos a partir do próximo mandato.

Após foi discutido assuntos gerais entre eles a situação dos trabalhadores nas empresas como por ex: transporte, alimentação, saúde e demais dificuldades que os trabalhadores tem enfrentado.

Também foi feito uma solicitação da presença de todos no 2º torneio Integração que ocorrera no dia 21 de abril (sábado) aqui no Alegrete com a presença de trabalhadores de outras cidades entre elas, São Gabriel, Bagé ,Pelotas, Camaquã, Passo Fundo, Estrela, Santo Ângelo, o Sindicato da Alimentação e os Trabalhadores desejam a todos as Boas Vindas.

Matéria : Marcos Rosse



CNTA SUL EM FOCO>

quarta-feira, 4 de abril de 2012

NÃO TEM JEITO! GOVERNO DILMA USA DINHEIRO PÚBLICO PARA FAZER CUMPRIMENTO COM O CHAPÉU ALHEIO!

Artigo por: Darci Pires da Rocha (*)

As medidas anunciadas pelo governo com pompa e circunstância pela grande mídia, do pacote de “ajuda” aos empresários nacionais é uma afronta à classe trabalhadora.
Não vou me ater a todos os pontos do pacote, mas no geral, atrevo-me a dizer que o que já é ruim pode ser ainda muito pior do que qualquer um supõe, porque esse gigantesco aporte de recursos públicos, que o governo estima em 60 bilhões de reais, pode ter sido concedido sem que qualquer contrapartida social tenha sido exigida das empresas, ou seja, nem garantia de geração de empregos, nem de queda nos preços dos produtos, absolutamente nada. Tomara que eu esteja errado quanto a isso!
O argumento patronal da desindustrialização, da crise, da falta de competitividade e que tudo isso poderia provocar o fechamento de postos de trabalho é uma balela, mas tão bem ensaiada com o governo e com a mídia, que não vai faltar quem defenda sem perceber que o Governo está fazendo “cumprimento com o chapéu alheio”, ou seja, usando os cofres públicos para ser “generoso”, e não faltarão empresários para afirmar que ainda foi pouco. O que eu duvido é que alguém pergunte por que essa generosidade é sempre com os empresários e nunca com os trabalhadores?
Aliás, será por isso que, coincidentemente, no dia seguinte ao anuncio do “pacote”, a CNI – Confederação Nacional das Indústrias divulgou uma pesquisa em que a popularidade da Dilma subiu? Pelo visto, ser generoso com empresário da IBOPE!
Mas ainda se fosse mesmo para garantia de empregos, menos mal, só que isso não é verdade. Na prática o movimento sindical sabe, e não faltam exemplos nas indústrias da alimentação, que quando um ramo empresarial tem problemas, recorre aos cofres públicos para se fortalecer, argumentando que não quer desempregar. Mas e quando ele fica forte? Bom, aí investe em tecnologia de ponta, concentra produção, fecha fábrica, desemprega milhares de trabalhadores sem o mínimo pudor, e o que é pior, com o lucro obtido à custa do dinheiro público. E são os mesmos empresários que sempre afirmaram serem contra a intervenção do governo na economia! Acreditem se quiser!
Tudo isso é um absurdo, ainda mais porque nunca conheci um trabalhador com problemas financeiros que tivesse suas dívidas perdoadas, recebesse dinheiro a fundo perdido ou fosse isento de pagar impostos por governo nenhum! Mas a questão da isenção de empresas dos tributos previdenciários é, simplesmente, revoltante!
Revoltante porque em todos esses anos como trabalhador de carteira assinada e de militância sindical, tenho visto serem exigidos os maiores sacrifícios de todos os trabalhadores, especialmente dos aposentados, sob o argumento de termos uma previdência social deficitária que não suportaria nem sequer o salário mínimo constitucional, quanto mais pagar uma aposentadoria decente.
Mas, o mesmo Governo que em nome do “enorme déficit” da previdência, vetou o fim do fator previdenciário, que tira de 20 à 30% do valor das aposentadorias, o mesmo governo que por conta do “suposto” rombo financeiro da previdência, negligencia atendimento a trabalhadores acidentados e adoecidos, inclusive que criou a alta programada, que devolve os trabalhadores ao setor produtivo sem a mínima condição de trabalho e sem respeitar o tempo de recuperação de cada indivíduo, é o mesmo governo que abriu mão de 20% da contribuição previdenciária patronal.
Agora eu pergunto, trabalhadores e aposentados foram ludibriados esses anos todos ou será que existe outra previdência com os cofres abarrotados que ninguém conhece?
Será que o governo vai rever os graves erros cometidos contra os trabalhadores na previdência, ou vai continuar sendo condenado na justiça a corrigir benefícios e aposentadorias e alegando que não tem dinheiro?
Em outros tempos, o mínimo que o movimento sindical faria, seria exigir do governo o fim do fator previdenciário, a revisão imediata de todas as aposentadorias e o cumprimento do salário mínimo constitucional, ou deflagraria uma greve geral. Mas parece que agora as prioridades são outras, pelo menos para algumas correntes sindicais, o negócio é plebiscito, é discutir quem é mais ou menos combativo, é mudar a estrutura sindical, flexibilizar a legislação trabalhista, e tudo isso pra ficar “moderno” e não atrapalhar o empresariado de ganhar mais dinheiro.
A verdade é que essas medidas deixam claro que esse governo tem lado, e não é o dos trabalhadores, com certeza!
(*) Vice-Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Pelotas e coordenador político da sala de apoio da CNTA aos sindicatos da alimentação da região sul.

terça-feira, 3 de abril de 2012

O QUE ESTÁ POR TRÁS DA SUPOSTA BONDADE?!

Artur Bueno de Camargo (*)


Nos últimos dias, temos assistido, na mídia, um movimento da CUT – Central Única dos Trabalhadores, que na verdade não é a única, pois existem mais 05 (cinco) centrais, também reconhecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, em nosso país.
Pois bem, contrariando as outras 05 (cinco) centrais, assim como a maioria das entidades sindicais de 1º, 2º e 3º graus, inclusive sindicatos filiados à própria CUT, a direção desta referida central decidiu fazer um movimento para desenvolver uma campanha direcionada à aprovação do fim da contribuição sindical.
A maior contradição desta iniciativa não é a defesa do fim da contribuição sindical sem o apoio da maioria das entidades sindicais, inclusive da sua própria base, mesmo porque a cúpula da CUT também defende a “pluralidade sindical”, o “negociado sobrepor-se ao legislado”, a “flexibilização dos direitos trabalhistas”, a aprovação da “Convenção 87, da OIT (Organização Internacional do Trabalho)” e a PEC (Projeto de Emenda Constitucional) 369, do Poder Executivo, e tudo também sem a concordância da maioria. Vale lembrar que tudo isto vem para retirar direitos dos trabalhadores e diminuir a força de negociação das entidades sindicais.
As maiores contradições da cúpula da CUT, entre outras, estão na falta de um debate aberto, com todo movimento sindical, acerca de suas reais pretensões; na aceitação da “benevolência” do ex-presidente Lula, que destinou 10% (dez por cento) da contribuição sindical para as centrais, que só no ano passado somou R$ 115,8 milhões de reais, tendo ficado a CUT com a maior parte deste valor, e ainda, quando o ex-presidente Lula vetou o fim do fator previdenciário, causando prejuízo a milhares de trabalhadores – a CUT se calou!
É importante salientar que a cúpula da CUT, desde o governo Lula, passou a defender a política do Executivo do PT (Partido dos /trabalhadores). E tanto isso é verdade que muitas lideranças se desligaram da CUT, por não concordarem com a sua decisão de apoiar políticas que a própria central sempre criticou nos governos anteriores, a exemplo da política econômica, mantida pelo governo Lula, inclusive com a manutenção do Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
Portanto, como nunca estivemos comprometidos com nenhum partido político e sempre defendemos a liberdade, a autonomia das entidades sindicais e as causas dos trabalhadores, independentemente de partido e governo, alertamos o movimento sindical e a classe trabalhadora para ficarem atentos a esta iniciativa da cúpula da CUT, que está junto com este governo para acabar com a contribuição sindical, a fim de enfraquecer a estrutura sindical em nosso país!
Em suma: nossos direitos sociais estão altamente ameaçados!

(*) Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação (CNTA) e vice-presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Estado de São Paulo.

O DESEMPENHO DO SETOR DE ARROZ!

Por: Darci Pires da Rocha (*)

Todos os anos, sempre que se aproxima a data base de alguma categoria, o que não faltam são notícias enumerando as dificuldades patronais com o desempenho dos diversos setores, no ramo da alimentação não é diferente.
Poderia enumerar diversos exemplos como a gripe aviária e a crise internacional, que serviram como justificativas para medidas de “ajustes”, demissões e de reajustes bem inferiores aos anseios dos trabalhadores por parte das empresas. Esse ano, especificamente no Rio Grande do Sul, a bola da vez é a seca.
É só abrir os noticiários, e logo temos notícias de que a previsão de crescimento do setor agropecuário e da economia do próprio estado, para esse ano, é menor que a do ano anterior.
Em relação ao setor do arroz, embora todas as notícias falem em redução da safra em relação ao ano passado, que foi um ano de safra recorde, está claro que haverá crescimento! Somado a isso, se contarmos que o governo federal investiu 737 milhões e adotou medidas para garantir o preço e a comercialização do produto, potencializando o setor, sem dúvida, a indústria do arroz não tem do que se queixar.
A verdade, é que os trabalhadores sim têm motivos de sobra para não estarem nada satisfeitos com os salários pagos pelas indústrias, e como não haverá medidas governamentais de incentivo a um preço justo dos salários, cabe aos sindicatos de trabalhadores da alimentação do Rio Grande do Sul reivindicar um reajuste compatível a um setor que responde por mais de 65% da produção de arroz nacional e não se deixar influenciar pela velha e conhecida “choradeira” patronal, porque esse ano é a seca, como ano passado foi à crise e ano que vem será outra desculpa qualquer.
(*) Vice-Presidente do STICAP – Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Pelotas e Região e Coordenador político da sala de apoio da CNTA aos sindicatos de trabalhadores da alimentação da região sul.
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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Justiça determina que INSS revise benefícios

Garantia aos segurados


O INSS terá de revisar cerca de 600 mil benefícios de auxílio-doença, aposentadoria por invalidez e pensões por morte. Fazem parte do pacote aqueles concedidos a partir de 29 de novembro de 1999, que foram calculados com base em 100% dos salários de contribuição, quando, na realidade, deveriam ter levado em consideração apenas 80% dos maiores salários de contribuição, como informa o Diário do Grande ABC.

A decisão foi tomada nesta terça-feira (3/4) pela juíza federal Kátia Herminia Martins Lazarano Roncada, da 2ª Vara Federal Previdenciária de São Paulo. A ação foi movida em 22 de março pelo Ministério Público Federal em São Paulo e o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical.

O INSS tem prazo de 90 dias para revisar os benefícios automaticamente. Caso a decisão não seja cumprida no prazo, a multa diária será de R$ 10 mil. Ainda cabe recurso.

O erro já foi reconhecido pelo INSS que, em abril de 2010, editou circular que orientou suas agências a realizar as revisões. O problema é que a autarquia só aceitava fazer a revisão se houvesse pedido formal do beneficiado. Só que a maioria dos segurados que se encaixam nessa situação estão incapazes física ou mentalmente de solicitar pessoalmente a revisão. "Exigir que essas pessoas, em situação de vulnerabilidade, compareçam às agências mostra-se atentatório à boa fé", avalia o procurador regional dos direitos do cidadão Jefferson Aparecido Dias, um dos autores da ação.

Segundo João Inocentini, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, os beneficiários estão recebendo, em média, 20% a menos do que deveriam. "Não é uma grande diferença, mas é um direito deles. Em outras palavras, alguém que receba R$ 1.000 hoje, deveria receber cerca de R$ 1.200.

Desde 19 de novembro de 1999, quando foi publicada a Lei 9.876/1999, a concessão do auxílio-doença, aposentadoria por invalidez e pensões por morte deveria ser calculada levando em conta apenas 80% dos maiores salários de contribuição, o que garantiria benefício maior aos segurados. Inocentini explica que, na época, não existiam programas de computador que reuniam e aplicavam as mesmas regras a todos os benefícios. "A maioria das aposentadorias eram calculadas conforme orientava o chefe de cada agência. Ninguém seguia a lei."

Revista Consultor Jurídico, 4 de abril de 2012

terça-feira, 3 de abril de 2012

Fraude em registro de jornada gera dano moral coletivo

Trabalho extra


A 4ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho entendeu que cabe condenação por dano moral coletivo quando uma empresa exige de seus empregados jornada de trabalho além daquela registrada. Os ministros condenaram o Carrefour Comércio e Indústria Ltda. ao pagamento de R$ 1 milhão referente à indenização por dano moral coletivo por exigir que os trabalhadores batessem o cartão de ponto e voltassem a trabalhar.

Para a ministra Maria de Assis Calsing, relatora do caso no TST, não restava de que o interesse coletivo foi atingido, em face da atitude da empresa ao exigir de seus empregados jornada de trabalho superior à autorizada pelo ordenamento jurídico. Ela afirmou, ainda, que a reparação por dano moral coletivo visa à inibição de conduta ilícita do empregador e atua como caráter pedagógico.

O TST entendeu, no entanto, que o pedido do Ministério Público do Trabalho, que buscava a condenação da empresa ao pagamento de R$ 10 milhões, era excessivo e desproporcional. Maria de Assis Calsing citou os princípios da razoabilidade e proporcionalidade para fixar o valor em R$ 1 milhão, revertido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), nos termos da Lei 7.347/85, que disciplina a ação civil pública.

No caso dos autos, o MPT da 1ª Região (RJ) entrou com ação contra o Carrefour. Segundo o órgão, a empresa vinha violando, de forma reiterada, direitos dos trabalhadores.

O TRT-RJ julgou incompatível a condenação da empresa ao pagamento de indenização por danos difusos por entender que a ação visava à proteção de "interesses individuais homogêneos (presentes e futuros) dos trabalhadores que tenham sofrido prejuízo pelas irregularidades cometidas pela parte contrária de forma genérica continuativa."

O Ministério Público recorreu ao TST, sustentando que o tribunal regional teria incorrido em violação do artigo 5º, incisos II e V, da Constituição da República quando decretou a impossibilidade da condenação a título de dano moral coletivo mesmo tendo reconhecido a lesão aos direitos individuais homogêneos dos empregados em relação à fraude no registro de jornada de trabalho. No recurso de revista, o MPT pretendia que a real jornada de trabalho fosse registrada pelos empregados e que fosse determinado à empresa pagar as horas extras realizadas. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST.

ARR-14900-80.2006.5.01.0080

Revista Consultor Jurídico, 2 de abril de 2012

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Trabalhador que não teve contribuição recolhida poderá se aposentar

Segundo o governo, basta que o empregado apresente a Carteira Profissional com a anotação do contrato de trabalho

Agência Brasil | 02/04/2012 07:52

O trabalhador que teve vínculo empregatício, mas não teve as contribuições mensais recolhidas à Previdência Social deve ter o seu tempo de serviço reconhecido, para efeito de aposentadoria, segundo entendimento do presidente do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), Manuel Rodrigues.

O presidente disse que para o reconhecimento do direito basta que o empregado apresente, quando for se aposentar, a Carteira Profissional, com a anotação do contrato de trabalho, com a data de entrada e de saída do emprego.

Outra prova importante que justifica o tempo de serviço do trabalhador para ser beneficiário da Previdência Social é a apresentação da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) que todo ano os empregadores têm que encaminhar ao Ministério do Trabalho e Emprego.

Como a Rais só passou a existir a partir de 1976 e os dados são informados pelas delegacias regionais do Trabalho e inseridos no Cadastro Nacional de Informações Sociais, quem trabalhou antes disso só terá como prova a Carteira Profissional.

Em reunião na semana passada no CNPS, Manuel Dantas destacou que "há uma cultura do trabalhador brasileiro de recorrer à Justiça quando tem qualquer problema com o Instituto Nacional do Seguro Social". Ele disse que a Previdência Social é o foro apropriado para resolver as questões com o INSS. Segundo ele, recorrer ao Judiciário envolve demora nas soluções e alto custo para a União. De todos os precatórios pagos anualmente pelo governo, 85% envolvem ganhos de causa dos trabalhadores contra a Previdência Social.

O presidente do CNPS disse que vai lutar para melhorar a estrutura da área de recursos da Previdência, para agilizar a solução para o estoque de recursos que estão em tramitação. "Os trabalhadores pensam logo de saída em ir para a Justiça, porque não estão bem informados sobre as possibilidades de solução, no âmbito administrativo da Previdência Social".

Dantas disse que conta com o apoio do ministro Garibaldi Alves Filho para ampliar a estrutura do conselho de recursos. Ele lembrou que existem no país mais de 6 milhões de empregados domésticas que não têm carteira assinada. "Quando chegar a idade de aposentadoria, não terão como provar que trabalharam". Por isso chama a atenção para a importância de as donas de casa assinarem as carteiras de seus empregados domésticas, para que no futuro tenham proteção previdenciária.