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Marcos Rosse-Presidente
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013
BOLETIM ELETRÔNICO DO STIAU Nº 81 - AGOSTO 2013
Gato por lebre21/08/2013 | 21h51
Homem reclama à polícia por ter comprado farinha no lugar de cocaína
Homem prestou queixa na Brigada Militar de Araricá, no Vale do Sinos
Bruna Scirea
A insatisfação ao descobrir que havia comprado farinha em vez de cocaína levou um usuário de drogas a prestar queixa na Brigada Militar (BM) de Araricá, na região do Vale do Sinos.
O homem queria reaver um aparelho de som, estimado em R$ 2 mil, que havia trocado por cerca de 25 gramas da droga falsificada.
De acordo com um dos policiais militares que atendeu a ocorrência, na tarde de terça-feira, o homem revelou que havia comprado por volta das 19h de segunda-feira, na casa do suposto traficante. No dia seguinte, ao perceber a trapaça, levou a farinha de trigo enrolada em uma bucha até o posto da BM.
— Apesar de acharmos a situação muito estranha, registramos a ocorrência, fomos com o usuário até a casa do suposto traficante, que foi encaminhado à delegacia. O aparelho de som que estava no local foi recolhido e devolvido ao dono — conta o policial.
De acordo com o delegado da Delegacia da Polícia Civil de Sapiranga, Ernesto Clasen, o suposto traficante afirmou, em depoimento à polícia, que a situação não passava de uma brincadeira.
— Ele disse que o homem foi procurá-lo para comprar drogas, mas, como ele não vendia, resolveu entregar farinha para o usuário. Afirmou que, pelo menos assim, o aparelho de som ficaria com ele e não com outra pessoa. Com a investigação, queremos saber o que realmente está por trás dessa história. Até agora, no entanto, não identificamos nenhuma relação do vendedor com o tráfico de drogas — conta o delegado.
O suposto vendedor poderá ser enquadrado por estelionato ou tráfico de drogas, conforme as investigações.
O homem queria reaver um aparelho de som, estimado em R$ 2 mil, que havia trocado por cerca de 25 gramas da droga falsificada.
De acordo com um dos policiais militares que atendeu a ocorrência, na tarde de terça-feira, o homem revelou que havia comprado por volta das 19h de segunda-feira, na casa do suposto traficante. No dia seguinte, ao perceber a trapaça, levou a farinha de trigo enrolada em uma bucha até o posto da BM.
— Apesar de acharmos a situação muito estranha, registramos a ocorrência, fomos com o usuário até a casa do suposto traficante, que foi encaminhado à delegacia. O aparelho de som que estava no local foi recolhido e devolvido ao dono — conta o policial.
De acordo com o delegado da Delegacia da Polícia Civil de Sapiranga, Ernesto Clasen, o suposto traficante afirmou, em depoimento à polícia, que a situação não passava de uma brincadeira.
— Ele disse que o homem foi procurá-lo para comprar drogas, mas, como ele não vendia, resolveu entregar farinha para o usuário. Afirmou que, pelo menos assim, o aparelho de som ficaria com ele e não com outra pessoa. Com a investigação, queremos saber o que realmente está por trás dessa história. Até agora, no entanto, não identificamos nenhuma relação do vendedor com o tráfico de drogas — conta o delegado.
O suposto vendedor poderá ser enquadrado por estelionato ou tráfico de drogas, conforme as investigações.
BOLETIM ELETRÔNICO DO STIAU Nº 80 - AGOSTO 2013
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quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Fwd: Francesa Lactalis negocia compra da LBR
REPASSANDO PARA CONHECIMENTO
Francesa Lactalis negocia compra da LBR
Por Alda do Amaral Rocha e Graziella Valenti | De São Paulo
A francesa Lactalis, que tem receita anual de quase € 16 bilhões, pretende mesmo fincar os pés no Brasil. Depois de começar a produzir no país com a compra da fabricante de queijos gourmet Balkis, em julho passado, a maior empresa de lácteos do mundo negocia a aquisição da LBR-Lácteos Brasil, que está em recuperação judicial. A operação tem potencial de chegar à casa do bilhão e deve ser a grande tacada da francesa por aqui. Conforme apurou o Valor, a Lactalis está há um mês fazendo 'due diligence' na LBR.
Procurada, a empresa francesa confirmou que realiza a 'due diligence' na LBR. Por meio de sua direção de comunicação, a Lactalis informou que diante da "ligação entre LBR-Parmalat-Lactalis", o interesse da empresa francesa na brasileira "é lógico". A LBR tem a licença de uso no Brasil da marca Parmalat, que pertence à Lactalis. Apesar da confirmação da Lactalis, a LBR disse, por meio de sua assessoria, que "não comenta rumores de mercado", como antecipou o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.
A negociação entre as duas empresas é complexa, uma vez que a LBR está em recuperação judicial, com dívidas vencidas estimadas em R$ 1 bilhão. A companhia entrou em recuperação judicial em fevereiro, e um plano está sendo avaliado pelos credores.
A proposta da companhia aos credores, que mesmo assim será discutida em assembleia amanhã, prevê o pagamento do valor de face dos débitos, mas quitação do principal só a partir de 2021 no caso dos credores com garantia e quirografários (sem garantia). Credores considerados fornecedores essenciais serão pagos em até 24 meses a partir da aprovação do plano.
O interesse da Lactalis na LBR não é novo. Aliás, data de pelo menos dois anos a decisão da empresa de atuar diretamente no mercado brasileiro. O Valor apurou que eram recorrentes as visitas do grupo francês, de capital fechado e controle familiar, ao Brasil. Além disso, é só aqui que a Lactalis não detém a marca Parmalat.
No seu plano de recuperação, anunciado em maio, a própria LBR informa que negociou a possível venda do controle nos últimos semestres, antes de pedir recuperação judicial, e que "os acionistas continuam dispostos a analisar propostas". A decisão de levar a empresa à recuperação judicial teve como objetivo proteger o negócio dos credores. A consequência é que o diálogo com potenciais interessados também se torna mais estruturado.
É natural esperar, segundo pessoas próximas às conversas, que a Lactalis busque um acordo com os credores. Em casos desse tipo, é razoável que o comprador condicione uma transação a um acerto prévio com os detentores das dívidas. Assim como os credores também só aceitarão algumas condições com a garantia da chegada da Lactalis, o que tem potencial de modificar substancialmente o futuro da operação. Sem surpresas, as conversas podem evoluir nos próximos dois meses.
LBR e Lactalis chegaram a negociar antes de a brasileira pedir recuperação judicial, mas as conversas não vingaram.
A Lactalis tornou-se a maior empresa de lácteos do mundo depois de adquirir o controle da Parmalat S.p.A, na Itália, em julho de 2011. A transação de compra da brasileira Balkis - por R$ 70 milhões - foi feita por meio da Lactalis Brasil, uma subsidiária da Parmalat europeia.
Além de permitir que a Lactalis avance num mercado em que ainda há espaço para crescimento, adquirir a LBR é uma maneira de a francesa retomar o controle da marca Parmalat no Brasil. A LBR tem a licença de uso dessa marca até 2017 no país. Além da Parmalat, a LBR também tem outras 15 marcas no mercado brasileiro, entre as quais Leitbom, Bom Gosto, Poços de Caldas e Líder.
A entrada no Brasil com a aquisição da Balkis foi apenas um começo para a Lactalis. A francesa, que tem no seu portfólio marcas como Président, Lactel e Bridel, já havia indicado sua intenção de ter uma atuação mais abrangente no país. No mundo, a francesa atua em mais de 150 países, com 192 unidades fabris.
A LBR tinha, quando foi criada em dezembro de 2010, 31 unidades em operação espalhadas pelo Brasil. Mas desde fevereiro passado, quando pediu recuperação judicial, são apenas 12 plantas funcionando. Em decorrência das dificuldades financeiras, a LBR encolheu 30% desde então. Cortou 1,2 mil de um total de 4,6 mil empregados em suas unidades.
Além de fechar fábricas, a LBR deixou de operar linhas de produção ineficientes e suspendeu, de forma temporária, linhas de produção de iogurtes - em que não era competitiva - e alguns queijos. Todas as marcas foram afetadas, e o número de produtos nas gôndolas caiu de 300 para 100.
A LBR, que faturou R$ 2,5 bilhões ano passado, é resultado da associação entre a Leitbom, controlada pela Monticiano Participações (GP Investimentos e Laep), e a gaúcha Laticínios Bom Gosto. A empresa entrou em dificuldades no fim de 2011, após um crescimento ambicioso que dificultou a integração.
O maior acionista da LBR é a Monticiano (com fatia de 40,55%). Outro grande acionista da companhia é o BNDESPar (30,28%), que teve de fazer uma baixa contábil de R$ 657 milhões no ano passado por conta do mau desempenho da empresa de lácteos. A Bom Gosto Participações tem 26,3% da companhia e os fundos CRP VII e CRP BG têm fatias de 2,38% e 0,49%, respectivamente.
As perdas da LBR também levaram a Monticiano a ter um prejuízo de R$ 1,116 bilhão em 2012. Conforme informou a Monticiano em julho, a LBR teve prejuízo líquido de R$ 1,16 bilhão no período entre novembro de 2011 e outubro de 2012. Além disso, a LBR perdeu R$ 1,0 bilhão de seu valor, ao avaliar o preço atual de ativos tangíveis e intangíveis - ágio, bacia leiteira e capacidade fabril e até de créditos tributários registrados em seu balanço.
Devido à situação da LBR, é natural que a entrada da Lactalis leve a um aporte de recursos na empresa, que demanda investimentos, além de solução emergencial para as dívidas. Só depois de definir essas questões, que dizem respeito ao futuro e à sobrevivência do negócio, é que serão discutidos valores que poderão ficar com os sócios atuais da LBR.
Quando foi criada, a Lácteos Brasil recebeu um aporte de R$ 450 milhões da BNDES Par. Após essa injeção de recursos, o braço de participações do BNDES tornou-se, isoladamente, o maior acionista da LBR, com 30,3% do capital - já que Monticiano, com 40,6%, é dividida entre GP e Laep.
© 2000 – 2013. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A. . Verifique nossos Termos de Uso em http://www.valor.com.br/termos-de-uso. Este material não pode ser publicado, reescrito, redistribuído ou transmitido por broadcast sem autorização do Valor Econômico.
Leia mais em:
http://www.valor.com.br/agro/3240788/francesa-lactalis-negocia-compra-da-lbr#ixzz2dk4vlCJY
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Fernando Amorim
Economista - DIEESE
Subseção CNTA
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CNTAAFINS
Francesa Lactalis negocia compra da LBR
Por Alda do Amaral Rocha e Graziella Valenti | De São Paulo
A francesa Lactalis, que tem receita anual de quase € 16 bilhões, pretende mesmo fincar os pés no Brasil. Depois de começar a produzir no país com a compra da fabricante de queijos gourmet Balkis, em julho passado, a maior empresa de lácteos do mundo negocia a aquisição da LBR-Lácteos Brasil, que está em recuperação judicial. A operação tem potencial de chegar à casa do bilhão e deve ser a grande tacada da francesa por aqui. Conforme apurou o Valor, a Lactalis está há um mês fazendo 'due diligence' na LBR.
Procurada, a empresa francesa confirmou que realiza a 'due diligence' na LBR. Por meio de sua direção de comunicação, a Lactalis informou que diante da "ligação entre LBR-Parmalat-Lactalis", o interesse da empresa francesa na brasileira "é lógico". A LBR tem a licença de uso no Brasil da marca Parmalat, que pertence à Lactalis. Apesar da confirmação da Lactalis, a LBR disse, por meio de sua assessoria, que "não comenta rumores de mercado", como antecipou o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.
A negociação entre as duas empresas é complexa, uma vez que a LBR está em recuperação judicial, com dívidas vencidas estimadas em R$ 1 bilhão. A companhia entrou em recuperação judicial em fevereiro, e um plano está sendo avaliado pelos credores.
A proposta da companhia aos credores, que mesmo assim será discutida em assembleia amanhã, prevê o pagamento do valor de face dos débitos, mas quitação do principal só a partir de 2021 no caso dos credores com garantia e quirografários (sem garantia). Credores considerados fornecedores essenciais serão pagos em até 24 meses a partir da aprovação do plano.
O interesse da Lactalis na LBR não é novo. Aliás, data de pelo menos dois anos a decisão da empresa de atuar diretamente no mercado brasileiro. O Valor apurou que eram recorrentes as visitas do grupo francês, de capital fechado e controle familiar, ao Brasil. Além disso, é só aqui que a Lactalis não detém a marca Parmalat.
No seu plano de recuperação, anunciado em maio, a própria LBR informa que negociou a possível venda do controle nos últimos semestres, antes de pedir recuperação judicial, e que "os acionistas continuam dispostos a analisar propostas". A decisão de levar a empresa à recuperação judicial teve como objetivo proteger o negócio dos credores. A consequência é que o diálogo com potenciais interessados também se torna mais estruturado.
É natural esperar, segundo pessoas próximas às conversas, que a Lactalis busque um acordo com os credores. Em casos desse tipo, é razoável que o comprador condicione uma transação a um acerto prévio com os detentores das dívidas. Assim como os credores também só aceitarão algumas condições com a garantia da chegada da Lactalis, o que tem potencial de modificar substancialmente o futuro da operação. Sem surpresas, as conversas podem evoluir nos próximos dois meses.
LBR e Lactalis chegaram a negociar antes de a brasileira pedir recuperação judicial, mas as conversas não vingaram.
A Lactalis tornou-se a maior empresa de lácteos do mundo depois de adquirir o controle da Parmalat S.p.A, na Itália, em julho de 2011. A transação de compra da brasileira Balkis - por R$ 70 milhões - foi feita por meio da Lactalis Brasil, uma subsidiária da Parmalat europeia.
Além de permitir que a Lactalis avance num mercado em que ainda há espaço para crescimento, adquirir a LBR é uma maneira de a francesa retomar o controle da marca Parmalat no Brasil. A LBR tem a licença de uso dessa marca até 2017 no país. Além da Parmalat, a LBR também tem outras 15 marcas no mercado brasileiro, entre as quais Leitbom, Bom Gosto, Poços de Caldas e Líder.
A entrada no Brasil com a aquisição da Balkis foi apenas um começo para a Lactalis. A francesa, que tem no seu portfólio marcas como Président, Lactel e Bridel, já havia indicado sua intenção de ter uma atuação mais abrangente no país. No mundo, a francesa atua em mais de 150 países, com 192 unidades fabris.
A LBR tinha, quando foi criada em dezembro de 2010, 31 unidades em operação espalhadas pelo Brasil. Mas desde fevereiro passado, quando pediu recuperação judicial, são apenas 12 plantas funcionando. Em decorrência das dificuldades financeiras, a LBR encolheu 30% desde então. Cortou 1,2 mil de um total de 4,6 mil empregados em suas unidades.
Além de fechar fábricas, a LBR deixou de operar linhas de produção ineficientes e suspendeu, de forma temporária, linhas de produção de iogurtes - em que não era competitiva - e alguns queijos. Todas as marcas foram afetadas, e o número de produtos nas gôndolas caiu de 300 para 100.
A LBR, que faturou R$ 2,5 bilhões ano passado, é resultado da associação entre a Leitbom, controlada pela Monticiano Participações (GP Investimentos e Laep), e a gaúcha Laticínios Bom Gosto. A empresa entrou em dificuldades no fim de 2011, após um crescimento ambicioso que dificultou a integração.
O maior acionista da LBR é a Monticiano (com fatia de 40,55%). Outro grande acionista da companhia é o BNDESPar (30,28%), que teve de fazer uma baixa contábil de R$ 657 milhões no ano passado por conta do mau desempenho da empresa de lácteos. A Bom Gosto Participações tem 26,3% da companhia e os fundos CRP VII e CRP BG têm fatias de 2,38% e 0,49%, respectivamente.
As perdas da LBR também levaram a Monticiano a ter um prejuízo de R$ 1,116 bilhão em 2012. Conforme informou a Monticiano em julho, a LBR teve prejuízo líquido de R$ 1,16 bilhão no período entre novembro de 2011 e outubro de 2012. Além disso, a LBR perdeu R$ 1,0 bilhão de seu valor, ao avaliar o preço atual de ativos tangíveis e intangíveis - ágio, bacia leiteira e capacidade fabril e até de créditos tributários registrados em seu balanço.
Devido à situação da LBR, é natural que a entrada da Lactalis leve a um aporte de recursos na empresa, que demanda investimentos, além de solução emergencial para as dívidas. Só depois de definir essas questões, que dizem respeito ao futuro e à sobrevivência do negócio, é que serão discutidos valores que poderão ficar com os sócios atuais da LBR.
Quando foi criada, a Lácteos Brasil recebeu um aporte de R$ 450 milhões da BNDES Par. Após essa injeção de recursos, o braço de participações do BNDES tornou-se, isoladamente, o maior acionista da LBR, com 30,3% do capital - já que Monticiano, com 40,6%, é dividida entre GP e Laep.
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CNTA - Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins
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quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Cartilha dos Frigoríficos é lançada no MT
Estado ocupa o sexto lugar no ranking nacional em número de trabalhadores
A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins) lançou na última sexta (9/8), a Cartilha dos Trabalhadores do Setor Frigorífico no Estado do Mato Grosso (MT). Evento foi realizado na Câmara de Vereadores de Lucas do Rio Verde e reuniu autoridades locais, dirigentes sindicais e representante da Brasil Foods (BRF). Material de bolso é voltado para mais de 400 mil trabalhadores no país e aborda nova regulamentação nas indústrias frigoríficas, a partir da publicação da Norma Regulamentadora n° 36 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em vigor desde abril. Lançamento nacional ocorreu em maio, em São Paulo, e nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. MT possui cerca de 30 mil trabalhadores no setor e ocupa o sexto lugar no ranking nacional em número de trabalhadores. Próximo destino da entidade será o Estado de Goiás, ainda em agosto.
Na ocasião, o presidente da CNTA Afins, Artur Bueno de Camargo, lembrou a trajetória da confederação e entidades sindicais filiadas na busca constante por melhorias nas condições de trabalho no setor. Também destacou os trabalhos desenvolvidos efetivamente para os trabalhadores em frigoríficos desde 2004, principalmente, na participação de audiências públicas, manifestações e realização de pesquisas específicas para o setor. O combate à precarização do trabalho no setor frigorífico incluiu ainda manifestação histórica em frente à sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em 2011. A Cartilha dos Frigoríficos, como ficou conhecida, foi anunciada pela CNTA Afins durante a assinatura da NR 36 no dia 18 de abril, no MTE.
“O número de doenças e de acidentes ocupacionais em frigoríficos é uma coisa assustadora. É inadmissível e vergonhoso não só para as empresas, mas também para o movimento sindical. Só para se ter uma ideia, em 2011, o setor frigorífico registrou quase 20 mil acidentes de trabalho no país. Desse total, tivemos 32 mortes. E isso levou a intensificarmos cada vez mais a cobrança junto ao governo e empresários para buscarmos alternativas para que possamos reduzir acidentes e doenças ocupacionais.”, comentou Bueno.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias e Cooperativas de Carnes e Derivados da Alimentação e Afins de Lucas do Rio Verde, Valdeci Scherer, a cartilha significa ferramenta de avanço na saúde e na segurança do trabalhador. Ele também destacou que agora, a principal luta do movimento sindical é fazer com que a NR 36 seja implementada e respeitada pelos patrões.
"Agradeço à CNTA pela escolha do nosso município, até por ser um município novo e em desenvolvimento, onde tem indústrias na área frigorífica. E para nossos trabalhadores é muito importante que a gente leve essa cartilha para dentro dos frigoríficos. Uma das principais reinvindicações é justamente a regulamentação do trabalho para que não haja tanta hora extra, onde os trabalhadores ficam exaustos no final da jornada. A nossa expectativa é a melhor possível para que a NR 36 seja cumprida, até porque foi feita em forma tripartite (governo, empresas e trabalhadores).”, disse.
Governo cobra explicações
O vice-presidente da Câmara de Vereadores de Lucas do Rio Verde, Gilson Gregório, parabenizou a iniciativa da CNTA Afins e aproveitou o momento para pedir reunião com a unidade BRF de MT, que atualmente sofre denúncias por parte dos trabalhadores que moram no centro de habitação da empresa.
"Há muitos impasses, talvez precise bom senso do poder publico e da indústria em cima de uma ajuda mútua em cima da saúde. Depois que veio a BRF, para nós, o desenvolvimento foi ótimo para o município, mas também trouxe bastante dificuldade para o poder público.”, afirmou.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados e Indústrias de Rações Balanceadas de Nova Mutum, Juarez José Brugnago, o encontro foi inédito e promete trazer mudanças significativas para os trabalhadores do Estado e do município de Nova Mutum.
“Esse lançamento foi uma coisa muito importante para nós, trabalhadores, e também uma segurança muito maior para nós, lideranças sindicais, que, com uma ferramenta a mais na mão, poderemos efetivamente cobrar resultados na área da segurança para o trabalhador. Nova Mutum (2 mil trabalhadores no setor) também é importante porque como em todos os frigoríficos, também sofre com doenças ocupacionais no setor. Os patrões não respeitam muito o rodízio de função e isso é já uma cobrança nossa.”, comemorou.
“Gostaria de acrescentar a grande importância do Artur para nossa região, inclusive, ele esteve antes em nossa cidade e eu estava em processo eleitoral. Para mim, a presença dele deu muito mais segurança para nós, no nosso processo eletivo.”, elogiou.
Destaques do Dieese
Durante o evento, a CNTA Afins apresentou pesquisa inédita do Dieese para o setor de frigorífico sobre o Perfil do Trabalhador na Indústria de Carne. Os principais destaques são:
Em 2011, o número de trabalhadores nas Indústrias da Carne no Mato Grosso era de 30.066 e a remuneração média era de R$ 1.242,32;
• Os trabalhadores no “Abate de reses, exceto suínos” representavam 63% do total, seguidos por “Abate de suínos, aves e outros pequenos animais” com 34% do total e “Fabricação de produtos de carne” com 3%;
• 64,2% dos trabalhadores da Indústria da Carne era do sexo masculino e 35,8% do sexo feminino. Em média, a remuneração das mulheres alcançou 75,9% da remuneração dos homens;
sábado, 3 de agosto de 2013
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