Sindicato da Alimentação de Alegrete

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Marcos Rosse-Presidente

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

BOLETIM ELETRÔNICO DO STIAU Nº 81 - AGOSTO 2013

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Veja abaixo as novidades no site do Sindicato

A partir de 5/3/1997, somente atividades perigosas previstas em lei específica podem ser contadas como especiais

Não se pode contar tempo de serviço especial pelo agente nocivo perigo, após 5/3/1997 - data da edição do Decreto 2.172 -, à exceção daquelas atividades laborativas previstas em lei específica como perigosas. Assim entendeu a Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais (TNU), em julgamento realizado nesta quarta (8/8).
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Organizações farão plebiscito popular por Constituinte para Reforma Política

Nesta segunda-feira (5/8), diversos movimentos, organizações sociais e centrais sindicais realizaram a Plenária Nacional dos Movimentos Sociais, em São Paulo, para debater e convergir ações sob o novo contexto de mobilizações sociais no país.
De acordo com as avaliações, esse novo cenário abriu uma nova conjuntura da luta de classes no Brasil para além das pautas corporativas ou pontuais, ao se colocar a realização de reformas políticas e mudanças institucionais.
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Um em cada quatro trabalhadores brasileiros é terceirizado

Um em cada quatro trabalhadores brasileiros executa serviços terceirizados para outras companhias. De acordo com estimativas do Ministério Público do Trabalho (MPT), são mais de 8 milhões de pessoas, que atuam em um território cinzento do ponto de vista da lei trabalhista.
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A vida sob o olhar de jovens infratores

Segundo a Fundação Casa, cerca de 85% dos adolescentes em privação de liberdade cometeram delitos relacionados a tráfico de drogas e roubo. É o caso de Gustavo, 21, e Rodrigo, 16

O jovem Gustavo Pereira*, de 21 anos, cuida de carros num bairro da zona oeste de São Paulo. Há pouco mais de um ano morando na rua, o garoto já passou pela unidade do Brás da antiga Febem (Fundação Casa). Foi apreendido aos 15 anos por tráfico de drogas, porte de armas e roubo. Rodrigo da Silva*, de 16 anos, também é ex-interno da instituição. Em 2011 esteve lá por tráfico de drogas e roubo. Em 2012 reincidiu nas mesmas infrações, o que lhe custou mais 11 meses.
As infrações cometidas por Gustavo e Rodrigo representam a maioria das internações registradas atualmente no estado de São Paulo. De acordo com dados da Fundação Casa, cerca de 85% dos adolescentes em privação de liberdade cometeram delitos relacionados a tráfico de drogas e roubo. Juntos, homicídio e latrocínio representam 1,5% dos casos. No âmbito nacional os números são proporcionalmente parecidos, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
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Se é para o bem da nação, que tal revogar a Lei Áurea?

Sob qualquer ponto de vista, trabalho escravo contemporâneo é algo tão absurdo que ninguém, em são consciência, é capaz de defendê-lo publicamente.
Não é apenas um crime contra os direitos humanos. Também configura concorrência desleal e contribui para manchar o nome dos produtos brasileiros no exterior, dando de mão beijada razão para o erguimento de barreiras comerciais não-tarifárias sob justificativa social.
Mas se a defesa não é direta, pode vir de forma esperta. A senadora Kátia Abreu (PSD-TO), presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, por exemplo, subiu na Tribuna do Senado, na última semana, para criticar o conceito de trabalho escravo contemporâneo adotado no país. Como sabemos, se mudarmos o conteúdo do que seja um crime, o criminoso pode virar santo da noite para o dia.
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Tarifa do transporte: o que está por trás dela?

Remunerar as empresas contratadas exclusivamente por custos operacionais e adicional de capital é o ponto de partida para se abrir e democratizar a discussão do transporte e da tarifa com a cidade. A cidadania, através da Prefeitura, a precisa exercer o seu poder de mando sobre as linhas. E isso inclui definir a lógica da remuneração pelo serviço prestado aos operadores da malha.
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Boletim Eletrônico produzido pela Assessoria de Comunicação do STIAU
Jornalista Responsável: Francisco Medeiros Reg. Prof. 14904/SP
Desenvolvimento: Marcos Erlan

Gato por lebre21/08/2013 | 21h51


Homem reclama à polícia por ter comprado farinha no lugar de cocaína

Homem prestou queixa na Brigada Militar de Araricá, no Vale do Sinos

A insatisfação ao descobrir que havia comprado farinha em vez de cocaína levou um usuário de drogas a prestar queixa na Brigada Militar (BM) de Araricá, na região do Vale do Sinos. 

O homem queria reaver um aparelho de som, estimado em R$ 2 mil, que havia trocado por cerca de 25 gramas da droga falsificada.

De acordo com um dos policiais militares que atendeu a ocorrência, na tarde de terça-feira, o homem revelou que havia comprado por volta das 19h de segunda-feira, na casa do suposto traficante. No dia seguinte, ao perceber a trapaça, levou a farinha de trigo enrolada em uma bucha até o posto da BM.

— Apesar de acharmos a situação muito estranha, registramos a ocorrência, fomos com o usuário até a casa do suposto traficante, que foi encaminhado à delegacia. O aparelho de som que estava no local foi recolhido e devolvido ao dono — conta o policial.

De acordo com o delegado da Delegacia da Polícia Civil de Sapiranga, Ernesto Clasen, o suposto traficante afirmou, em depoimento à polícia, que a situação não passava de uma brincadeira. 

— Ele disse que o homem foi procurá-lo para comprar drogas, mas, como ele não vendia, resolveu entregar farinha para o usuário. Afirmou que, pelo menos assim, o aparelho de som ficaria com ele e não com outra pessoa. Com a investigação, queremos saber o que realmente está por trás dessa história. Até agora, no entanto, não identificamos nenhuma relação do vendedor com o tráfico de drogas — conta o delegado.

O suposto vendedor poderá ser enquadrado por estelionato ou tráfico de drogas, conforme as investigações.

BOLETIM ELETRÔNICO DO STIAU Nº 80 - AGOSTO 2013

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Turma considera discriminatória dispensa de trabalhadora com lúpus e determina reintegração

A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho determinou, em julgamento realizado nesta quarta-feira (7), a reintegração de uma caixa do Itaú Unibanco S.A. portadora de lúpus. O entendimento foi o de que se tratou de "dispensa discriminatória de portadora de doença grave por estigma ou preconceito", circunstância que, conforme a Súmula 443 do TST, invalida o ato. A Turma considerou ainda que a dispensa contrariou os princípios da dignidade da pessoa humana e o da não discriminação (artigos 1º, inciso III, e 3º, inciso IV, da Constituição da República).
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Brasileiros querem reforma política, diz pesquisa

Pesquisa divulgada na terça (6/8) pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) diz que 85% dos entrevistados são favoráveis à reforma política. A maioria dos entrevistados defende um projeto de lei de iniciativa popular para a reforma. O Ibope ouviu na pesquisa 1.500 pessoas em todo o país, no período de 27 a 30 de julho.
Dos entrevistados, 78% se posicionaram contra a participação de empresas no financiamento de campanhas. Os participantes também querem mais rigor com as punições, 90% dos entrevistados são a favor de medidas mais rigorosas contra a prática de caixa 2.
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Precarização à bala: “Na Guatemala, é mais econômico matar do que negociar”

“Na Guatemala, é mais econômico matar do que negociar. Faz parte da estratégia neoliberal”, sustentaram em uníssono nesta quarta-feira (7), dirigentes da CUSG, CGTG e Unsitragua, as três sindicais guatemaltecas presentes ao encontro internacional promovido pela Confederação Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras das Américas (CSA) em San José, Costa Rica.
Apoiado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o evento debate formas para a remoção dos inúmeros obstáculos à efetivação dos direitos dos trabalhadores numa região onde o capital transnacional, particularmente o estadunidense, fez da precarização e do arrocho salarial um instrumento para a potencialização dos seus lucros.
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Desconbtentamento Monumental faz emergir era de rebeliões no Brasil

Um dos grandes estudiosos do mundo do trabalho, o sociólogo e professor da Unicamp Ricardo Antunes já havia dito, após o estouro da crise econômica internacional, quando eclodia a Primavera Árabe, que um novo tempo de ebulição social marcaria o início do século 21, a exemplo, porém não identicamente, do século 20.

Pois bem. O capitalismo financeirizado e globalizado continuou buscando suas fugas para frente e, de fato, vieram as novas eclosões sociais, em todos os cantos do mundo, chegando finalmente ao Brasil, sede dos próximos megaeventos esportivos.

Para discutir o atual momento das mobilizações sociais no país que se dizia descolado de toda essa conjuntura mundial, o Correio da Cidadania voltou a conversar com Antunes, em entrevista dividida em duas partes.
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É preciso atenção às garantias a portador de doença

Empregados portadores de doenças graves, como câncer e Aids, vêm conquistando na Justiça o direito de não serem demitidos sem justa causa. Há algum tempo, a Justiça do Trabalho está concedendo às pessoas que sejam portadoras de doenças graves a garantia de seu emprego e condições de trabalho. Essa linha de entendimento já se perpetua na maioria dos Tribunais do Trabalho dos estados da Federação e, recentemente, ganhou a atenção e concordância do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
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Conselho Nacional de Saúde e CNBB pedem repasse de 10% do PIB à saúde

Em meio aos problemas surgidos com o programa Mais Médicos, o governo federal poderá ter que votar em mais uma mudança na saúde pública brasileira. O Conselho Nacional de Saúde (CNS), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entregaram nesta segunda-feira um projeto de iniciativa popular que pede a destinação de 10% das receitas brutas da União para a saúde. O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), garantiu aos representantes que não irá engavetar a proposta.
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Fazenda propõe limitar concessão de seguro-desemprego e cortar parcelas

Documento enviado ao Planalto eleva número mínimo de meses trabalhados para obter benefício 
Ministério do Trabalho é contra medida, que precisaria ser aprovada pelo Congresso; objetivo é reduzir custo
O avanço do gasto com seguro-desemprego e abono salarial, de 192% entre 2002 e 2012, fez com que setores do governo federal trabalhem para mudar as regras de concessão dos benefícios. Mesmo com a taxa de desemprego praticamente congelada em patamar historicamente baixo, a previsão oficial é que o pagamento desses benefícios vai consumir R$ 42,5 bilhões neste ano. Proposta encaminhada pelo Ministério da Fazenda ao Planalto, obtida pela Folha, defende a elevação do período mínimo de trabalho para obtenção do seguro, hoje de seis meses, para até 18 meses, e a redução das parcelas de acordo com as solicitações.
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Enquanto expectativa de vida sobe, fonte de renda do aposentado diminui

Com cerca de 7,5% de sua população com 65 anos ou mais, os brasileiros vivem atualmente a expectativa de vida aumentada, ao mesmo tempo que a possibilidade de renda, diminuída. Uma conta que não fecha e leva trabalhadores aposentados ao declínio financeiro e social. Discutir formas de melhorar a distribuição de renda para a terceira idade e ao mesmo tempo sustentar uma seguridade social que garante a qualidade de vida dos cidadãos após terem passado pela chamada idade produtiva, é pensar na construção de um país melhor e mais justo para todos.
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Pesquisa mostra que oito em cada dez brasileiros vê excesso de burocracia no país

O excesso de burocracia no Brasil é um entrave para a abertura de negócios e para o crescimento do país, na opinião de 73% dos brasileiros entrevistados por pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope. Os dados, aos quais O GLOBO teve acesso com exclusividade, mostram que oito em cada dez brasileiros consideram o Brasil burocrático ou muito burocrático.
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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Fwd: Francesa Lactalis negocia compra da LBR

REPASSANDO PARA CONHECIMENTO
CNTAAFINS



Francesa Lactalis negocia compra da LBR
Por Alda do Amaral Rocha e Graziella Valenti | De São Paulo

A francesa Lactalis, que tem receita anual de quase € 16 bilhões, pretende mesmo fincar os pés no Brasil. Depois de começar a produzir no país com a compra da fabricante de queijos gourmet Balkis, em julho passado, a maior empresa de lácteos do mundo negocia a aquisição da LBR-Lácteos Brasil, que está em recuperação judicial. A operação tem potencial de chegar à casa do bilhão e deve ser a grande tacada da francesa por aqui. Conforme apurou o Valor, a Lactalis está há um mês fazendo 'due diligence' na LBR.

Procurada, a empresa francesa confirmou que realiza a 'due diligence' na LBR. Por meio de sua direção de comunicação, a Lactalis informou que diante da "ligação entre LBR-Parmalat-Lactalis", o interesse da empresa francesa na brasileira "é lógico". A LBR tem a licença de uso no Brasil da marca Parmalat, que pertence à Lactalis. Apesar da confirmação da Lactalis, a LBR disse, por meio de sua assessoria, que "não comenta rumores de mercado", como antecipou o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.

A negociação entre as duas empresas é complexa, uma vez que a LBR está em recuperação judicial, com dívidas vencidas estimadas em R$ 1 bilhão. A companhia entrou em recuperação judicial em fevereiro, e um plano está sendo avaliado pelos credores.

A proposta da companhia aos credores, que mesmo assim será discutida em assembleia amanhã, prevê o pagamento do valor de face dos débitos, mas quitação do principal só a partir de 2021 no caso dos credores com garantia e quirografários (sem garantia). Credores considerados fornecedores essenciais serão pagos em até 24 meses a partir da aprovação do plano.

O interesse da Lactalis na LBR não é novo. Aliás, data de pelo menos dois anos a decisão da empresa de atuar diretamente no mercado brasileiro. O Valor apurou que eram recorrentes as visitas do grupo francês, de capital fechado e controle familiar, ao Brasil. Além disso, é só aqui que a Lactalis não detém a marca Parmalat.


No seu plano de recuperação, anunciado em maio, a própria LBR informa que negociou a possível venda do controle nos últimos semestres, antes de pedir recuperação judicial, e que "os acionistas continuam dispostos a analisar propostas". A decisão de levar a empresa à recuperação judicial teve como objetivo proteger o negócio dos credores. A consequência é que o diálogo com potenciais interessados também se torna mais estruturado.

É natural esperar, segundo pessoas próximas às conversas, que a Lactalis busque um acordo com os credores. Em casos desse tipo, é razoável que o comprador condicione uma transação a um acerto prévio com os detentores das dívidas. Assim como os credores também só aceitarão algumas condições com a garantia da chegada da Lactalis, o que tem potencial de modificar substancialmente o futuro da operação. Sem surpresas, as conversas podem evoluir nos próximos dois meses.

LBR e Lactalis chegaram a negociar antes de a brasileira pedir recuperação judicial, mas as conversas não vingaram.

A Lactalis tornou-se a maior empresa de lácteos do mundo depois de adquirir o controle da Parmalat S.p.A, na Itália, em julho de 2011. A transação de compra da brasileira Balkis - por R$ 70 milhões - foi feita por meio da Lactalis Brasil, uma subsidiária da Parmalat europeia.

Além de permitir que a Lactalis avance num mercado em que ainda há espaço para crescimento, adquirir a LBR é uma maneira de a francesa retomar o controle da marca Parmalat no Brasil. A LBR tem a licença de uso dessa marca até 2017 no país. Além da Parmalat, a LBR também tem outras 15 marcas no mercado brasileiro, entre as quais Leitbom, Bom Gosto, Poços de Caldas e Líder.

A entrada no Brasil com a aquisição da Balkis foi apenas um começo para a Lactalis. A francesa, que tem no seu portfólio marcas como Président, Lactel e Bridel, já havia indicado sua intenção de ter uma atuação mais abrangente no país. No mundo, a francesa atua em mais de 150 países, com 192 unidades fabris.

A LBR tinha, quando foi criada em dezembro de 2010, 31 unidades em operação espalhadas pelo Brasil. Mas desde fevereiro passado, quando pediu recuperação judicial, são apenas 12 plantas funcionando. Em decorrência das dificuldades financeiras, a LBR encolheu 30% desde então. Cortou 1,2 mil de um total de 4,6 mil empregados em suas unidades.

Além de fechar fábricas, a LBR deixou de operar linhas de produção ineficientes e suspendeu, de forma temporária, linhas de produção de iogurtes - em que não era competitiva - e alguns queijos. Todas as marcas foram afetadas, e o número de produtos nas gôndolas caiu de 300 para 100.

A LBR, que faturou R$ 2,5 bilhões ano passado, é resultado da associação entre a Leitbom, controlada pela Monticiano Participações (GP Investimentos e Laep), e a gaúcha Laticínios Bom Gosto. A empresa entrou em dificuldades no fim de 2011, após um crescimento ambicioso que dificultou a integração.

O maior acionista da LBR é a Monticiano (com fatia de 40,55%). Outro grande acionista da companhia é o BNDESPar (30,28%), que teve de fazer uma baixa contábil de R$ 657 milhões no ano passado por conta do mau desempenho da empresa de lácteos. A Bom Gosto Participações tem 26,3% da companhia e os fundos CRP VII e CRP BG têm fatias de 2,38% e 0,49%, respectivamente.

As perdas da LBR também levaram a Monticiano a ter um prejuízo de R$ 1,116 bilhão em 2012. Conforme informou a Monticiano em julho, a LBR teve prejuízo líquido de R$ 1,16 bilhão no período entre novembro de 2011 e outubro de 2012. Além disso, a LBR perdeu R$ 1,0 bilhão de seu valor, ao avaliar o preço atual de ativos tangíveis e intangíveis - ágio, bacia leiteira e capacidade fabril e até de créditos tributários registrados em seu balanço.

Devido à situação da LBR, é natural que a entrada da Lactalis leve a um aporte de recursos na empresa, que demanda investimentos, além de solução emergencial para as dívidas. Só depois de definir essas questões, que dizem respeito ao futuro e à sobrevivência do negócio, é que serão discutidos valores que poderão ficar com os sócios atuais da LBR.

Quando foi criada, a Lácteos Brasil recebeu um aporte de R$ 450 milhões da BNDES Par. Após essa injeção de recursos, o braço de participações do BNDES tornou-se, isoladamente, o maior acionista da LBR, com 30,3% do capital - já que Monticiano, com 40,6%, é dividida entre GP e Laep.



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Fernando Amorim
Economista - DIEESE
Subseção CNTA



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CNTA - Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins 
SALA DE APOIO – CNTALIMEIRA
Rua 13 de maio, 257 sala 23 - Centro - CEP: 13480-171 - Limeira/SP

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Cartilha dos Frigoríficos é lançada no MT



Estado ocupa o sexto lugar no ranking nacional em número de trabalhadores

A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins) lançou na última sexta (9/8), a Cartilha dos Trabalhadores do Setor Frigorífico no Estado do Mato Grosso (MT). Evento foi realizado na Câmara de Vereadores de Lucas do Rio Verde e reuniu autoridades locais, dirigentes sindicais e representante da Brasil Foods (BRF). Material de bolso é voltado para mais de 400 mil trabalhadores no país e aborda nova regulamentação nas indústrias frigoríficas, a partir da publicação da Norma Regulamentadora n° 36 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em vigor desde abril. Lançamento nacional ocorreu em maio, em São Paulo, e nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. MT possui cerca de 30 mil trabalhadores no setor e ocupa o sexto lugar no ranking nacional em número de trabalhadores. Próximo destino da entidade será o Estado de Goiás, ainda em agosto.
Na ocasião, o presidente da CNTA Afins, Artur Bueno de Camargo, lembrou a trajetória da confederação e entidades sindicais filiadas na busca constante por melhorias nas condições de trabalho no setor. Também destacou os trabalhos desenvolvidos efetivamente para os trabalhadores em frigoríficos desde 2004, principalmente, na participação de audiências públicas, manifestações e realização de pesquisas específicas para o setor. O combate à precarização do trabalho no setor frigorífico incluiu ainda manifestação histórica em frente à sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em 2011. A Cartilha dos Frigoríficos, como ficou conhecida, foi anunciada pela CNTA Afins durante a assinatura da NR 36 no dia 18 de abril, no MTE.
“O número de doenças e de acidentes ocupacionais em frigoríficos é uma coisa assustadora. É inadmissível e vergonhoso não só para as empresas, mas também para o movimento sindical. Só para se ter uma ideia, em 2011, o setor frigorífico registrou quase 20 mil acidentes de trabalho no país. Desse total, tivemos 32 mortes. E isso levou a intensificarmos cada vez mais a cobrança junto ao governo e empresários para buscarmos alternativas para que possamos reduzir acidentes e doenças ocupacionais.”, comentou Bueno.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias e Cooperativas de Carnes e Derivados da Alimentação e Afins de Lucas do Rio Verde, Valdeci Scherer, a cartilha significa ferramenta de avanço na saúde e na segurança do trabalhador. Ele também destacou que agora, a principal luta do movimento sindical é fazer com que a NR 36 seja implementada e respeitada pelos patrões.
"Agradeço à CNTA pela escolha do nosso município, até por ser um município novo e em desenvolvimento, onde tem indústrias na área frigorífica. E para nossos trabalhadores é muito importante que a gente leve essa cartilha para dentro dos frigoríficos. Uma das principais reinvindicações é justamente a regulamentação do trabalho para que não haja tanta hora extra, onde os trabalhadores ficam exaustos no final da jornada. A nossa expectativa é a melhor possível para que a NR 36 seja cumprida, até porque foi feita em forma tripartite (governo, empresas e trabalhadores).”, disse.

Governo cobra explicações
O vice-presidente da Câmara de Vereadores de Lucas do Rio Verde, Gilson Gregório, parabenizou a iniciativa da CNTA Afins e aproveitou o momento para pedir reunião com a unidade BRF de MT, que atualmente sofre denúncias por parte dos trabalhadores que moram no centro de habitação da empresa.
"Há muitos impasses, talvez precise bom senso do poder publico e da indústria em cima de uma ajuda mútua em cima da saúde. Depois que veio a BRF, para nós, o desenvolvimento foi ótimo para o município, mas também trouxe bastante dificuldade para o poder público.”, afirmou.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados e Indústrias de Rações Balanceadas de Nova Mutum, Juarez José Brugnago, o encontro foi inédito e promete trazer mudanças significativas para os trabalhadores do Estado e do município de Nova Mutum.
“Esse lançamento foi uma coisa muito importante para nós, trabalhadores, e também uma segurança muito maior para nós, lideranças sindicais, que, com uma ferramenta a mais na mão, poderemos efetivamente cobrar resultados na área da segurança para o trabalhador. Nova Mutum (2 mil trabalhadores no setor) também é importante porque como em todos os frigoríficos, também sofre com doenças ocupacionais no setor. Os patrões não respeitam muito o rodízio de função e isso é já uma cobrança nossa.”, comemorou.
“Gostaria de acrescentar a grande importância do Artur para nossa região, inclusive, ele esteve antes em nossa cidade e eu estava em processo eleitoral. Para mim, a presença dele deu muito mais segurança para nós, no nosso processo eletivo.”, elogiou.

Destaques do Dieese
Durante o evento, a CNTA Afins apresentou pesquisa inédita do Dieese para o setor de frigorífico sobre o Perfil do Trabalhador na Indústria de Carne. Os principais destaques são:
Em 2011, o número de trabalhadores nas Indústrias da Carne no Mato Grosso era de 30.066 e a remuneração média era de R$ 1.242,32;
• Os trabalhadores no “Abate de reses, exceto suínos” representavam 63% do total, seguidos por “Abate de suínos, aves e outros pequenos animais” com 34% do total e “Fabricação de produtos de carne” com 3%;
• 64,2% dos trabalhadores da Indústria da Carne era do sexo masculino e 35,8% do sexo feminino. Em média, a remuneração das mulheres alcançou 75,9% da remuneração dos homens;

sábado, 3 de agosto de 2013

BOLETIM ELETRÔNICO DO STIAU

Nº 75 - AGOSTO 2013 

Veja abaixo as novidades no site do Sindicato

Dieese: O movimento recente das greves

A mudança no panorama das negociações dos reajustes salariais é tão evidente que, nos últimos anos, o centro do debate das campanhas salariais deixou de ser a simples reposição das perdas inflacionárias e passou a ser a magnitude dos aumentos reais, a distribuição de renda e os ganhos de produtividade
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O SALTO NO IDH DAS CIDADES E O 'MAIS MÉDICOS'

O padrão de desenvolvimento humano dos 5560 municípios brasileiros avançou de 'muito baixo', em 1991, para 'alto', em 2010. O período abrange os governos FHC e Lula. Porém, foi no ciclo do PT que se deu o ganho real do salário mínimo de 60% e o Bolsa Família chegou a 12 milhões de lares. Não por acaso, os maiores avanços nesse indicador do PNUD/ONU, que cruza renda, educação e saúde, ocorreram no Norte e Nordeste, onde a incidência dessas políticas é maior.
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Brasil de Fato: Nos trilhos da corrupção tucana no Metrô de São Paulo

Empresa Siemens diz que, há 20 anos, PSDB recebe propina de um cartel de 11 empresas para que vençam licitações com preços superfaturados


Na última semana, uma espécie de denúncia-premiada feita pela transnacional alemã Siemens escancarou um esquema de corrupção levado a cabo há 20 anos pelo PSDB, em São Paulo.
A transnacional alemã revelou que o esquema, iniciado no governo Mário Covas e mantido por Serra e Alckmin, envolve volumosas propinas pagas ao PSDB por um cartel de 11 empresas transnacionais.
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Superar o preconceito e a discriminação para avançar no cumprimento das leis e das políticas públicas

Trabalhadores/as com deficiência da CUT se reúnem em São Paulo para debater avanços e desafios


O preconceito, o desrespeito às leis e a dificuldade na implantação de políticas públicas ainda são barreiras enfrentadas pelas pessoas com deficiência no cotidiano atual.
A CUT, com seu papel de vanguarda e compromisso com uma sociedade mais justa e igualitária, onde todos/as sejam respeitados/as, tem trabalhado para garantir os direitos fundamentais e universais dos trabalhadores e trabalhadoras com deficiência.
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Em 20 anos, IDH cresceu 50% no País, segundo Pnud

O Brasil apresentou significativa redução de desigualdades entre os municípios nos últimos 20 anos, com alta do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) da ordem de 50%. Esse aumento, no entanto, não contribuiu para melhorar a situação do país como um todo, que além de ficar em 85º lugar dentre as nações do mundo com melhor IDHM, apresenta – em comparação com países da América Latina – índices abaixo do Chile (40º lugar), Argentina (45º), Uruguai (51º) e Peru (77º).
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Os protestos e a queda na desigualdade de renda no Brasil

Os protestos no Brasil não foram realizados pelos mais pobres, os mais beneficiados pelas mudanças que ocorreram nos últimos anos. Segundo o Centro de Políticas Sociais da FGV, desde 2003, quase 50 milhões de pessoas, uma população superior à da Espanha, ingressaram no mercado de consumo. Os dados mais recentes mostram que uma mudança tímida, mas poderosa, de desconcentração da renda está em curso no país.
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Governo abandona reforma da Previdência

A instabilidade política criada pelas gigantescas manifestações populares desde o mês passado e a rejeição de partidos da base aliada levaram o governo a enterrar o projeto de reforma da Previdência Social. O Palácio do Planalto entendeu que, mesmo sendo necessárias, as mudanças na lei para impor uma idade mínima às aposentadorias e conter a farra das pensões e dos auxílios-doença não encontrariam apoio no Congresso. As vozes contrárias poderiam acusar a presidente Dilma Rousseff de estar propondo o fim de benefícios sociais. “Temos que admitir: é muito difícil discutir reforma da previdência neste momento”, resumiu ao Correio o ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho.
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Auxiliar de limpeza será indenizado por anotação discriminatória em carteira de trabalho

A empresa paulista DG Comércio e Decorações de Embalagens Ltda. cometeu discriminação ao assinar carteira de trabalho de um trabalhador com a observação de que o vínculo se deu por determinação judicial. O entendimento é da Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que conceder R$ 5 mil de indenização por dano moral ao empregado.
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Adeus inflação. E agora?

A inflação vem caindo, independentemente do BC, e continuará caindo, pois refluíram os preços dos alimentos. Mas, atenção, o mercado financeiro vai tentar mais uma vez torcer os fatos e atribuir a elevação da Selic como a responsável pela queda da inflação.
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Boletim Eletrônico produzido pela Assessoria de Comunicação do STIAU
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